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Copa movimenta franquias no Brasil e no cenário exterior

Fonte: DCI

São Paulo – A realização de eventos esportivos como Copa do Mundo e Olimpíadas cria uma oportunidade para o setor de franquias. Hoje, as marcas atuantes no segmento se movimentam para conseguir espaço tanto no mercado interno como no externo. Marcas de franquias alimentícias, como Giraffas e Bonaparte, migram para os Estados Unidos para vender comida brasileira; paralelamente, outros países chegam aqui para sondar o setor.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Ricardo Camargo, esta tendência já era esperada, tanto que a feira do setor que acontece este ano deve movimentar cerca de R$ 500 milhões em negócios – o dobro do ano passado.

“Este será o momento que a pessoas terão para se conhecer e trocar informações. Devido aos dois grandes eventos mundiais de que o Brasil será sede, muitas pessoas estão interessadas em abocanhar uma parte desses lucros”, explica o porta-voz.

O evento já conta com a confirmação de 13 delegações de entidades e empresários estrangeiros vindos de países como Uruguai, Rússia, Índia, China (Macau), México, Estados Unidos, Alemanha, Argentina, Portugal, Espanha, Grécia, África do Sul e Austrália. O interesse deles é expandir seus negócios por aqui e também levar as redes brasileiras para o mercado internacional. Atualmente, existem 68 redes brasileiras em atuação em 49 países.

Além disso, hoje o Brasil tem sua presença consolidada em países como Portugal, Estados Unidos e Angola por meio de franquias do setor de beleza e entretenimento, com 24%, e alimentação, com 19%, segundo dados da ABF.

Na América

O primeiro Giraffas de Miami será aberto no dia 25 de junho em uma área residencial da cidade, próxima ao Aventura Mall. Três outros pontos já estão em fase de finalização de contrato e o objetivo é chegar a cinco unidades até o fim de 2012.

A rede, que incluiu em seu cardápio o trio arroz, feijão e bife ainda em 1989, será a primeira cadeia brasileira a se aventurar no gigantesco mercado americano de fast-food.

Antes dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, a rede brasileira de fast-food de comida árabe Habib’s até ensaiou abrir lojas nos EUA, mas desistiu.

As churrascarias brasileiras, como a Fogo de Chão, já fazem sucesso no mercado americano, mas estão posicionadas em um segmento mais nobre, de renda mais elevada, que não compete diretamente com as grandes cadeias de fast-food, como McDonald’s e Burger King.

No Brasil, o Giraffas ocupa a quarta posição no ranking das maiores redes de restaurante, com um faturamento de R$ 520 milhões e 340 unidades em 2010.

Apelidada de “capital da América Latina”, Miami possui um grande número de latinos, sobretudo de Cuba, pela proximidade com a ilha comunista, e do México. E é justamente esse público, cujos hábitos de consumo assemelham-se aos dos brasileiros, que o Giraffas prevê atrair com o seu modelo de negócio.

O tíquete médio do Giraffas, ou valor médio gasto por refeição, deve se situar em torno de US$ 15 em Miami. No Brasil, esse valor está por volta de R$ 17. Mas, nas redes de restaurantes com serviço completo, o tíquete gira em torno de US$ 30 no mercado americano.

Quem também vai chegar este ano nos Estados Unidos será a marca e comida nordestina Bonaparte. Uma das redes de franquias que mais crescem no segmento de alimentação fora de casa no País, o Grupo Bonaparte está presente em 15 estados brasileiros e detém quatro marcas de restaurantes: Bonaparte, Donatário, Galileu e Monalisa. A primeira franquia do Grupo Bonaparte na Bahia foi aberta em 2002, no Shopping Iguatemi, em Salvador.

Atualmente, existem outras 11 unidades no estado, presentes nos principais shoppings. Entre elas, oito são do restaurante Bonaparte, duas do Donatário, duas do Monalisa e uma do Galileu. As unidades estão nos municípios de Salvador, Itabuna, Vitória da Conquista e Feira de Santana.

Americanas.com proibida de fazer novas vendas no Rio

Fonte: Falando de Varejo featuring O Globo

RIO – A Americanas.com ficará impedida de realizar novas vendas no estado do Rio de Janeiro até que regularize todas as entregas atrasadas. O pedido do Ministério Público do Estado do Rio foi acatado nesta quarta-feira pela desembargadora Helda Lima Meireles, da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça e passar a valer assim que a empresa for intimimada oficialmente. A multa fixada pelo TJ, caso a decisão seja descumprida, é de R$ 20 mil.

- A decisão estimula investimento para uma mudança de prática, para que passem a vender quando tenham condição de cumprir. O que parece é que o volume de vendas na internet cresceu muito e as empresas estão vendendo mesmo sabendoque não têm condição de entregar – diz o promotor Júlio Machado, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital.

A coluna Defesa do Consumidor, do jornal O GLOBO, registra atualmente, mais de 500 reclamações contra a Americanas.com, por atraso de entrega.

Machado deu entrada numa ação civil pública contra a Americanas.com em janeiro, depois de uma enxurrada de reclamações sobre atrasos de entrega no fim do ano. A primeira liminar, obtida pelo Ministério Público, obriga o estabelecimento de prazo preciso para a entrega e que o consumidor seja informado sobre essa data apenas fornecendo seu CEP.

O pedido foi feito, explica o promotor, porque o site estava obrigando o consumidor a fazer um cadastro prévio de compra para saber o prazo de entrega. Quem tiver problemas com entrega pode encaminhar queixa ao MP que será integrada à ação. A decisão estabelece ainda multa de R$ 500 por cada violação. O valor é direcionado ao Fundo de Direitos Difusos, cujos recursos são aplicados em projetos ambientais, educacionais e outros de interesse da sociedade.

- Vários sites de venda, principalmente no fim do ano, não conseguiram cumprir o prazo de entrega prometido. Isso virou uma bola de neve. E levou à Americanas.com ao topo da lista de mais reclamadas em vários sites e também no MP. Só em um deles há cerca de 30 mil queixas – diz o promotor.

Consultada a Americanas.com diz que não comenta processos em andamento.

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Riachuelo planeja abrir 66 lojas em 3 anos

Por Daniele Madureira | De São Paulo – Valor Online

A Riachuelo parece não ter medo de nadar contra a corrente. Enquanto suas principais adversárias, Renner e Marisa, apostam em formatos compactos para acelerar a expansão, a varejista de vestuário que pertence ao grupo Guararapes anuncia a abertura de 66 lojas até o fim de 2013 (22 por ano), todas no formato tradicional, entre 3 mil e 4 mil metros2. Diferentemente das rivais, que olham cada vez mais espaços nas ruas, a fim de diminuir custos de operação, todas as 66 novas lojas da Riachuelo serão abertas em shopping centers.
“Já testamos duas lojas compactas no passado, de 1,7 mil metros 2, e temos um estudo sobre um formato segmentado de loja, com a bandeira Pool, para o público jovem”, diz o presidente e diretor de relações com investidores da Riachuelo, Flávio Rocha. “Mas este será o nosso plano B. Ainda acreditamos que há muito espaço para ser preenchido pelas lojas tradicionais”, diz Rocha que, diferentemente de outros empresários do setor, considera mais caro ir para as ruas. “É difícil encontrar um ponto que possa ser alugado. Em geral, é preciso comprá-lo para adaptá-lo ao nosso modelo”.
Os planos de expansão da Riachuelo, que devem consumir mais de R$ 500 milhões nos três anos, foram anunciados ontem, na divulgação dos resultados do terceiro trimestre. No período, a empresa registrou receita líquida de R$ 629,5 milhões, com alta de 21,2% sobre o terceiro trimestre de 2009. As vendas em mesmas lojas aumentaram 8,4%. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) aumentou 12,5%, para R$ 118,5 milhões. Já a margem lajida ficou em 18,8%, contra 20,3% do trimestre de 2009.
O recuo, segundo o controller da Riachuelo, Tulio Queiroz, ocorreu devido ao efeito não recorrente registrado no terceiro trimestre do ano passado, de R$ 9,4 milhões, referente à quitação do passivo relacionado à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). “Desconsiderando esse crédito, a margem lajida teria crescido 0,4 ponto percentual”, diz Queiroz. Pelo mesmo motivo, o lucro líquido cresceu 23,1% no trimestre, para R$ 63,7 milhões, mas a alta seria de 54,5%.
As despesas com vendas cresceram 11,3%, para R$ 177,1 milhões, enquanto as despesas gerais e administrativas tiveram um aumento ainda maior, de 24,5%, atingindo R$ 95,5 milhões. A alta em ambos os indicadores deriva, segundo Queiroz, do ritmo de expansão da Riachuelo. “Foram abertas sete lojas nos primeiros nove meses do ano, o que aumenta as despesas com marketing, colaboradores e áreas de suporte, como tecnologia da informação”, diz. O último trimestre do ano, no entanto, deve concentrar um número ainda maior de novos pontos de venda: dez. “Mas as despesas serão mais do que compensadas com o aumento das vendas de Natal”.
O apetite da Riachuelo cresce a partir do ano que vem. “O plano de expansão, de 22 novas lojas por ano, é agressivo”, diz a analista da Ativa Corretora, Juliana Campos, que considera a meta difícil, uma vez que parte da suposição de que “nada vai desacelerar”. “Este ano já foi fantástico”, lembra.
Flávio Rocha aposta que o público alvo da Riachuelo, as classes C e D, vai manter seu poder aquisitivo e desejar, cada vez mais, roupas sofisticadas a preços acessíveis. “Quem parte para esse segmento de público com uma visão distorcida do gosto deles, mais vulgar ou de baixa qualidade, erra completamente”, diz o empresário, que está animado com a mais nova investida da Riachuelo nesse sentido.
A rede firmou parceria com o estilista Oskar Metsavaht, fundador da Osklen, cujas primeiras peças chegaram às lojas na terça-feira. “Gerentes de algumas lojas, como a do Bourbon Shopping (em São Paulo), me ligaram dizendo que não havia mais uma peça no início da tarde de terça”, diz Rocha, que explica a receita do sucesso: “Pedi para o Oskar desenhar uma coleção como se estivesse criando para uma loja da Oscar Freire”.

Loja de rua ganha peso no plano das varejistas

Daniele Madureira | De São Paulo – Valor Online

José Galló, da Renner: “Não podemos depender do crescimento dos shoppings, porque crescemos mais do que eles”
Ninguém duvida que os shoppings – onde as pessoas não sentem frio ou calor, são encorajadas a esquecer as horas pois não há relógios nas paredes, e têm a comodidade de encontrar vários produtos e serviços no mesmo espaço – são uma grande ação de marketing. Em termos de vendas, os shoppings devem crescer 16% neste ano, para R$ 87 bilhões, o mesmo percentual projetado para todo o comércio nacional, na faixa dos R$ 2 trilhões, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Em tempos de expansão acelerada, grandes varejistas não querem limitar-se aos shoppings e buscam as ruas. “Nós já estamos na maioria dos shoppings que queremos estar e nem todos que vão inaugurar nos interessam”, diz o presidente da Renner, José Galló. Neste ano, que deve encerrar com 14 novos pontos, somando 134, a varejista gaúcha inaugurou apenas uma loja de rua, a da avenida Paulista, a primeira da cidade de São Paulo localizada fora de shopping. O sucesso da megaloja de 3,2 mil m 2, onde foram aplicados R$ 6,3 milhões, motivou a Renner a fazer novas investidas. Das 30 lojas previstas para 2011, pelo menos três serão de rua, em pontos estratégicos, de alta visibilidade e fluxo de consumidores. “Não podemos depender do crescimento dos shoppings, porque estamos crescendo mais do que eles”, diz Galló.
É nesse cenário que as lojas de rua ganham atenção especial. Trata-se de um espaço onde o custo de operação é, em média, 10% inferior ao de shopping (não embute despesas como fundo de promoção e condomínio), comporta pontos de venda de diferentes formatos (especialmente as megalojas, caras demais nos shoppings) e os locatários não precisam pagar percentual sobre as vendas, praticamente uma regra nos grandes centros de compras. “De certa forma, no shopping somos punidos quando crescemos”, diz Eloah Antunes, gerente da Via Veneto. A empresa, dona de 142 lojas de cinco bandeiras de moda, entre elas a Brooksfield, acaba de abrir a sua primeira loja de rua na Avenida Paulista. Foram investidos R$ 1,7 milhão em 600 m2, espaço que dificilmente a varejista alugaria em um shopping onde mantém pontos entre 250 e 300 m2. “É preciso diversificar porque são poucos os shoppings voltados para o nosso público, de maior poder aquisitivo”.
Na loja da Paulista, diz Eloah, a Via Veneto tem a oportunidade de oferecer toda a coleção masculina, inclusive em tamanhos maiores (como calças número 70). “Temos alguns provadores especiais, bem maiores que os outros, que não poderíamos oferecer em shopping”. No alvo da Via Veneto estão desde os estudantes adolescentes aos executivos que frequentam a Paulista, um dos locais mais valorizados da capital. Mas a aposta não se encerra na região. “Estamos avaliando novos pontos de rua”, diz Eloah. Das 10 lojas previstas pela Via Veneto para abrir no próximo ano, ao menos três serão fora de shopping.
A Marisa, diferentemente dos concorrentes, mantém um portfólio mais equilibrado entre lojas de rua e de shopping. “Nosso público é a classe C, a principal presença das ruas”, diz Ricardo Ribeiro, diretor de expansão. Até o fim do ano, enquanto estão sendo abertos 16 shoppings no país, a Marisa inaugura 53 lojas (somando 278), nas quais foram investidos R$ 128 milhões, o que demonstra o quanto o apetite do varejo tem sido voraz.
A tacada mais ousada da rede foi a inauguração da loja na Avenida Paulista em 4 de maio, um dia antes da inauguração da loja da Renner. Com apenas sete meses, o ponto da Marisa, de 944 metros quadrados, vai passar pela primeira expansão, somando outros 148 metros. Ribeiro garante que há várias outras cidades que são foco de lojas de rua, como Caraguatatuba, no litoral paulista, ou cidades da Baixada Fluminense, todas beneficiadas economicamente pela exploração do pré-sal.
Segundo Marina Cury, diretora da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield, há outros pontos despertando a cobiça do varejo como as ruas dos centros do Rio e de São Paulo. Um cliente seu, que pretende instalar um outlet, diz que “o preço do aluguel é menor e, mesmo se não houver movimento aos fins de semana, o fluxo de segunda a sexta já compensa”.

Planos para o futuro – o atual momento do varejo brasileiro

por Andressa Fabris para Empreendedor

Consultor Eugenio Foganholo avalia o atual momento do varejo brasileiro e dá dicas importantes para quem pretende evoluir junto com o mercado

Foto: Ulysses Job

Planejamento é uma ação comum nos grandes varejistas, porém ainda rara nos pequenos negócios que formam a grande massa do comércio. Mas para o consultor Eugenio Foganholo este cenário está mudando: a alta competitividade e os novos desafios que o lojista enfrenta diariamente estão despertando a necessidade de planejar e definir estratégias para o negócio. Na entrevista a seguir, Foganholo avalia o atual momento do varejo brasileiro e dá dicas importantes para quem pretende evoluir junto com o mercado.

O que é essencial para o varejista brasileiro se preparar para o futuro?
Eugenio Foganholo –
Ter um rumo estratégico definido com clareza. Falando de forma genérica, principalmente nas empresas varejistas de pequeno porte, o hábito do planejamento infelizmente não é uma prática comum. No entanto, o ambiente cada vez mais competitivo obriga o empresário a refletir com mais acuidade e atenção sobre seu negócio. Quando deixa de fazer um planejamento mínimo das ações de seu estabelecimento, o pequeno lojista perde competitividade, o que ameaça sua condição de sobreviver.

Em parceria com entidades como CNDL, Apas e Senac, você tem feito palestras e workshops pelo Brasil, e mantido contato direto com varejistas de diferentes regiões do País. Pelo retorno que você vem recebendo, é possível dizer que o lojista brasileiro, de maneira geral, está mais consciente da necessidade de definir uma estratégia para o seu negócio?
Eugenio –
Eu diria que esta é uma das preocupações centrais de todo o varejo brasileiro, pois cada vez mais fica evidente que as razões do sucesso no passado não serão mais as mesmas no futuro. Nestes eventos, procuro não apenas mostrar a importância do planejamento, como busco auxiliar os participantes a construir seus rumos estratégicos por meio da explicação, de exemplos e questionamentos. Pela participação dos empresários e dos resultados alcançados ficamos muito felizes. Observo que os varejistas que participaram destes encontros têm se mostrado extremamente conscientes da necessidade de planejar de forma mais adequada seus negócios, por melhor que estejam indo. Eles estão particularmente preocupados em manter e desenvolver ainda mais sua condição competitiva, pois observam o aumento da concorrência, uma maior infidelidade do consumidor e a dificuldade de atrair e manter bons funcionários.

Considerando que o varejo brasileiro é formado essencialmente por pequenas lojas – muitas delas negócios familiares –, pode-se dizer que o setor trabalha de forma mais profissional ou a gestão ainda é amadora?
Eugenio –
O varejo brasileiro em geral – e em particular o pequeno varejista – tem uma grande oportunidade de aumentar seu grau de profissionalização se deixar simplesmente de “comprar bem para vender” e passar a atuar de forma mais planejada, utilizando ferramentas e processos que o auxilie a gerir melhor seu negócio. Por outro lado, temos também que respeitar aqueles empresários que não querem mudar, pois da mesma forma que há a agricultura de subsistência, há também muitos varejistas que igualmente praticam o “varejo de subsistência”, ou seja, “sou e quero continuar a ser pequeno, sem assumir muitos riscos, para tentar garantir minha retirada mensal da loja”.

Qual o principal gargalo do varejo hoje e que pode se tornar um grande entrave para o sucesso futuro da loja?
Eugenio –
O que há, na realidade, são desafios cada vez mais novos e intensos: alta tributação, altos juros que dificultam o investimento, maior grau de competição, tendência de concentração do varejo, comportamento cada vez mais errático e infiel do consumidor, novos competidores para o dinheiro que ia para o varejo, como o financiamento para casa própria, o investimento no mercado financeiro, etc. Em outras palavras, nunca, como hoje, foi tão difícil e desafiador ser varejista. De toda forma, estes fatores afetam todos os varejistas, portanto são variáveis incontroláveis. Para definir o maior desafio, diria que se trata da atitude e do comportamento do empresário. Ganha cada vez mais vantagem competitiva o empresário que muda, que busca o novo, que empreende, que corre riscos. Este tipo de empresário será o médio e o grande de amanhã.

Como traçar estratégias para loja? Por onde começar?
Eugenio –
A primeira questão que deve ser respondida é “qual é o meu público-alvo”. Há décadas o varejo brasileiro aprendeu que para ser varejista é necessário ser especializado num tipo de produto. Ainda que hoje continue sendo importante conhecer bem aquilo que se está comercializando, é ainda mais importante – e isso é uma grande novidade – ser especialista no mercado, ou seja, no público-alvo que o varejista vai atender. O varejo atual, profissional e competitivo é aquele que começa decidindo seu negócio pela definição do público-alvo. Depois segue a definição da proposta de valor, da forma em que será atendido este público e como gerenciar o negócio.

Por que às vezes demora para “cair a ficha” do lojista de que ele precisa rever algum procedimento ou que pode explorar mais um determinada estratégia que a outra?
Eugenio –
Pelo fato de a grande maioria dos empresários varejistas pequenos serem – e terem que ser – multitarefa, realizando múltiplas tarefas em seus negócios, como comprar, gerir a parte financeira, atender a clientela, etc., ou seja, serem essencialmente operacionais, sobra-lhes pouco tempo para se dedicar a tarefas mais estratégicas. Como em geral não têm uma estratégia clara e objetiva, acabam seguindo a estratégia dos concorrentes. Em outras palavras, acabam reagindo e sendo reféns dos concorrentes. E isso, evidentemente, é de enorme perigo. Vale a pena o empresário varejista dedicar meio dia ou mesmo um dia inteiro no mês para olhar seu negócio em “voo de helicóptero”, ou seja, tentando olhar a floresta, e não simplesmente o galho de uma árvore.

Qual a importância da gestão da informação no gerenciamento da loja? Onde está a informação mais preciosa para o lojista?
Eugenio –
A grande maioria do chamado “pequeno varejo” mensura o desempenho de sua loja meramente através das vendas, não tendo noção muitas vezes de sua lucratividade. Gerir um negócio, e em particular um negócio varejista, exige e demanda a definição de indicadores de desempenho que auxiliam a mensurar as razões do sucesso ou insucesso. Por exemplo, atualmente é fundamental o varejista ter e analisar o demonstrativo de resultados mensais de seu negócio, avaliar o tíquete médio, a quantidade de itens vendidos por tíquete, o fluxo na sua loja, e assim por diante. É como se estivéssemos dirigindo um carro: precisamos dos indicadores de velocidade, nível de combustível, saúde da parte elétrica, etc.

Qual o erro mais sério que o lojista pode cometer quando decide mudar estratégia ou adotar novos procedimentos na loja?
Eugenio –
É “achar” que deve mudar sem levar em conta a opinião ou o comportamento dos seus clientes. No moderno varejo é o cliente quem dita para onde a loja irá. É preciso transformá-lo em um aliado estratégico para melhorar diversos aspectos da loja. Basta ouvi-lo, pedir sugestões e críticas, perguntar quais as razões que o levam a preferir a loja e quais situações podem ser mudadas ou melhoradas. É importante notar que ouvir o cliente não só não custa nada, como é simples e perfeitamente possível ser realizado.

Na comparação com outros países, qual o atual estágio do varejo brasileiro em termos de inovação e criatividade?
Eugenio –
Uma parte do varejo brasileiro é bastante avançada e criativa. Por outro lado, outros fazem “mais do mesmo”, ou seja, simplesmente se espelham nos concorrentes para fazerem coisas semelhantes. Em linhas gerais, o varejo brasileiro melhorou de forma bastante significativa nos últimos anos.

Como o cliente reage quando encontra esse “mais do mesmo”? O cliente não espera inovação e criatividade seja na oferta, seja no atendimento?
Eugenio –
O cliente acaba não percebendo grandes diferenças entre lojas do mesmo ramo. Conclusão: quando não há expressiva diferenciação, a única coisa que o cliente consegue perceber, de fato, é o preço, forçando a redução de margens e da lucratividade das lojas. Resultado: o varejista trabalha muito, corre riscos elevados, e ainda ganha pouco. É um verdadeiro “tiro no pé”. Desta forma, é comum ouvir dos varejistas que o cliente sempre quer, em primeiro lugar, preço. E isso não é plenamente verdade. O cliente quer valor, e valor é diferente de preço. O cliente quer preço quando não encontra nenhuma razão forte ou diferencial numa loja.

Quais são os ingredientes principais para a gestão criativa no varejo? Em linhas gerais, o varejo brasileiro é burocrático, ou seja, lojistas arriscam pouco e preferem ações já testadas?
Eugenio –
Quando se fala em inovação, logo se pensa que se deve fazer algo inédito e que demanda alto investimento. No entanto, o pequeno varejo tem que pensar mais com os pés no chão. Desta forma, inovar para o pequeno varejo pode – e deve – ser fazer algo diferente para seu cliente, ainda que outros também o façam. Agregue valor com pequenos detalhes. Não há nada tão pequeno que não valha a pena para seu cliente.

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Pela primeira vez ABF premia design de franquias

A Associação Brasileira de Franchising em parceria com o Retail Design Institute (RDI) Brasil, realiza a primeira edição do Prêmio de Design ABF – Retail Design Institute. O Prêmio tem por objetivo reconhecer os projetos de design que contribuíram para elevar a experiência de compra dos consumidores, a conquista de mercado e a melhoria de desempenho da rede, além de estimular o uso do design como ferramenta estratégica de negócio.

Vinte empresas concorrem à premiação que engloba as categorias Pleno Sênior e Máster. Os premiados concorrerão ainda a outras duas premiações especiais: o Prêmio Inovador, que levará em conta conceito, visual merchandising, inovação em iluminação, equipamentos, móveis e comunicação, e o Prêmio Design do Ano, que reconhecerá a empresa que melhor tiver adotado o design como ferramenta de gestão. A entrega do Prêmio será realizada no dia 12 de agosto em São Paulo numa cerimônia exclusiva para associados.

Fonte: Tormo

Imaginarium oferece formato de negócio para lojistas multimarcas

Durante evento em São Paulo, a empresa vai apresentar aos interessados seu programa de corner franchising

Da redação – PEGN

  Divulgação

O módulo composto é o expositor mais caro da empresa (de R$ 2200 a R$ 2600), mas há modelos de até R$ 250

O que faz uma rede de franquias que quer estar presente em algumas cidades pequenas, com um mercado menor, mas que não terá retorno financeiro se instalar uma unidade no local? O corner franchising pode ser a solução. Trata-se de um espaço instalado em uma loja multimarcas, com toda a comunicação visual da franquia. Além da vantagem para a rede de franquias de alcançar mais lugares, o varejista se beneficia por oferecer aos seus clientes maior gama de produtos.

É isso o que faz a Imaginarium. Com mais de 75 franquias, a marca de design está presente em 500 multimarcas pelo país. Todo ano, a rede faz um evento para reunir esses clientes e prospectar novos, apresentando o Imaginarium na Medida. O formato de negócio oferece às lojas um espaço com comunicação padronizada da marca, além do lançamento constante de coleções de produtos em datas específicas. A Imaginarium oferece ainda um suporte de marketing, com visual merchandising e promoções no ponto de venda. A empresa só usa a estratégia de corner franchising em cidades que ainda não possuem franquias da rede. Nessas, a marca procura por lojas que trabalhem com presentes, moda, decoração, bijuterias e afins.

Este ano o palestrante do evento voltado exclusivamente para os lojistas multimarcas será Georg Homer. Ele tem mais de 30 anos de experiência no varejo e de seus escritórios em São Paulo e Nova York implementa programas de treinamento e atualização em visual marketing e store branding em vários países. Sua palestra será sobre visual merchandising. Também falarão a diretora do Grupo Imaginarium Nanina Rosa, o diretor executivo da Imaginarium Carlos Zilli e a gerente do canal multimarcas Marilena Cancelier.

O “III Encontro Imaginarium Na Medida” ocorre no dia 15 de agosto das 8h30 às 14h, na sala Vila Maria no Expo Center Norte, em São Paulo (Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme). Mais informações pelo site da empresa, pelo e-mail multimarcas@imaginarium.com.br ou pelo telefone (48) 2107-5959.

Música, cheiro e tecnologia para aumentar as vendas

Marcas como Osklen, Via Mia, Essencial e Reserva investem em ações de music branding e marketing olfativo para promover experiências

Por Rayane Marcolino, do Mundo do Marketing | 11/08/2010

Ter bons produtos na vitrine não é mais suficiente para alavancar vendas e trazer a identificação do público. Cada vez mais, grifes apostam em ações de Marketing que exploram os sentidos dos consumidores em seus pontos-de-venda e que podem se estender, levando para as casas dos consumidores a experiência da marca. Novidades para atrair a visão e outras que aguçam o olfato e a audição dos consumidores são essenciais nesse processo. Para isso, marcas como Osklen, Essencial, Via Mia e Reserva investem milhares de reais em iniciativas de music branding, Marketing olfativo, manequins personalizados e até softwares com ações inusitadas.

Cada passo nesse sentido é parte de uma grande estratégia de Marketing realizada, não só para atrair compradores, mas também como parte indissolúvel da história que a coleção de roupas que está nas araras carrega. É o caso da trilha sonora das lojas, que costuma ser desenvolvida a cada estação. A Osklen, pioneira em iniciativas desse tipo, começou a se destacar no mercado em meados dos anos 1990 com seu estilo carioca e investiu também em música como forte elemento em sua identidade.

“Temos exemplos simples como o ‘Plim Plim’ da Globo e a vinheta da Intel para provar o quanto a percepção do som é importante na criação e no reforço da identidade das marcas”, explica Pedro Guerra, sócio da Gomus que desenvolve trabalhos para a Osklen. Para o desenvolvimento de um serviço como esse é necessário um briefing detalhado sobre a marca e as intenções do cliente, uma análise do PDV, sua arquitetura e design. “Precisamos analisar isso tudo para que a música trabalhe de forma integrada com a loja”, explica o profissional em entrevista ao Mundo do Marketing. Analisar o dia a dia da loja também é essencial. “Dias de mais movimento como em liquidações pedem músicas mais animadas”, afirma o profissional que desenvolve ainda trilhas para marcas como Aüslander e O Estúdio.

Mais que música ambiente

Outra empresa que trabalha criando trilhas sonoras para marcas é a Rádio Ibiza. Com mais de 500 clientes em diversos segmentos, somando 3.500 pontos, a empresa tem como objetivo desenvolver programação musical exclusiva de acordo com o posicionamento estratégico do cliente e um estudo prévio do público-alvo da marca. “A música ajuda a vender o conceito da marca e manter uma conexão emocional com o consumidor”, diz Pedro Salomão, Diretor Executivo da Rádio Ibiza.

Além da trilha do dia a dia, a Rádio Ibiza também fica atenta a ações especiais que possam ser realizada nos pontos-de-venda, como a “hora do jazz”, que aconteceu nas lojas Essencial Mary Zaide. A empresa identificou o público da marca como homens viajados e cultos e notou que o jazz era um ritmo que atraía esse consumidor, embora ele não caracterizasse o ambiente da loja. Por isso, um horário especial diário foi reservado ao ritmo nos pontos-de-venda. “O jazz foi colocado propositalmente no fim do dia, pois não é agitado e combina com esse horário”, explica Salomão.

A Rádio Ibiza também é responsável pela trilha que toca nas lojas da Via Mia. Para a coleção passada, a agência mixou sons de caixinhas de música que viraram vinheta nas unidades da rede e na abertura de seu hotsite. “Nós não vendemos apenas o produto, mas também o cheiro da loja, o visual merschandising e a música. Tudo isso é importante para montar a história que queremos contar”, garante Alice Urbanetto, responsável pelo Marketing da grife de calçados e acessórios.

Do nariz ao sistema nervoso
Se o music branding pode ser encarado como a evolução da música ambiente, a Gomus já trabalha em uma forma mais exclusiva ainda para essa ferramenta. Em vez de trilha para coleções, um projeto da agência traz músicas para cada peça de roupa. A ação é possibilitada por um dispositivo colocado na etiqueta. “No provador, a pessoa tem que se imaginar no local onde ela vai usar a roupa, a música personalizada ajuda isso, levando a experiência musical até para esse momento”, garante Pedro Guerra.

A experiência promovida pelo Marketing sensorial se completa com o Marketing olfativo. “O olfato é a forma mais eficaz para acessar o sistema límbico (responsável pelas emoções) de uma pessoa, por isso é importante trabalhar o aroma, especialmente se ele for exclusivo”, explica Fátima Leão, proprietária da Camaleão Olfative Marketing, que cobra R$ 20 mil para desenvolver aromas exclusivos que podem passar diversas emoções como alegria e acolhimento, de acordo com o desejo do cliente.

Depois de pesquisas e testes com seus clientes, a profissional espalha o aroma em pontos determinados da loja, levando em conta fatores como a arquitetura do local e as correntes de ar. “No momento em que você atrai a pessoa olfativamente, ela se sente bem e fica mais tempo dentro da loja”, garante Fátima, que acredita que o custo do trabalho se pague rapidamente com o aumento das vendas e da força da marca. Além disso, algumas lojas vendem seus perfumes em vidros para que consumidores possam levar aquela sensação e, é claro, a marca para suas casas.

O bom e velho visual

Entre os principais clientes da Camaleão está a Lita Mortari, grife de roupas femininas com cinco lojas. “Queríamos que nossas clientes se sentissem acolhidas dentro da loja e conseguimos isso com o aroma. Mas sabemos que apenas isso não basta se o produto não for de qualidade”, garante Eliana Penna Moreira, Sócia-Diretora da marca.

Para promover o produto, o apelo visual também não poderia ser exceção nesse trabalho. Primeira a chamar a atenção do cliente, a vitrine pode contar com técnicas de Visual Merchadising cada vez mais elaboradas, mas os bons e velhos manequins nunca estão fora delas. Prova disso é a Expor Manequins, presente nesse mercado há 41 anos. A empresa paulistana é a líder do ramo na América Latina, vendendo cerca de 30 mil manequins por ano.

Mais do que simples bonecos, eles também podem ajudar a formar a identidade da marca. Por isso, a empresa realiza um estudo sobre o público da marca e seu perfil para decidir o modelo mais adequado. “Uma vitrine corresponde a 70% da atratividade da loja por causa disso um manequim bem apresentado é o melhor vendedor que uma grife pode ter, isso se ele estiver encaixado no conceito da marca”, afirma Marcos Andrade, Diretor da empresa.

Com a ajuda da tecnologia
A cada ano, a Expor Manequins cria diferentes coleções de bonecos de acordo com as exigências do mercado, mudanças em padrões de beleza e evoluções de materiais. Entre seus últimos lançamentos estão manequins transparentes com luzes de led – destaque de vendas da empresa no México – e as E-Models. Desenvolvidas a partir do scaneamento de modelos reais, as bonecas são réplicas de seus rostos e corpos. O sucesso da novidade chamou a atenção da C&A que encomendou “cópias” da modelo Isabeli Fontana para promover a coleção criada para a rede.

A tecnologia também pode ser aliada na hora em que o desejo é dispensar o manequim. Por isso, uma ação da grife Maria Filó permitiu que as consumidoras pudessem experimentar peças da coleção em suas casas. Um software desenvolvido pela agência A Bendita com um dispositivo de realidade aumentada permitiu a ação.

 O serviço foi utilizado para comunicar a coleção Arquipélago, que tinha como peças promocionais camisas criadas por quatro designers com estampas que retratavam a inspiração para a linha que podiam ser “experimentadas” caso as consumidoras tivessem um computador com webcam. Um dispositivo sensível ao movimento permitia que a roupa fosse “trocada” com um movimento das mãos.

“O resultado foi positivo e a coleção esgotou em uma semana”, conta Bruno Granato, diretor de criação da Bendita.  A partir do sucesso dessa ação A Bendita utilizou o recurso ainda para a Globo News na divulgação de uma série de documentários sobre Copa do Mundo, que permitia aos internautas experimentarem camisas utilizada em Copa anteriores. Para a Rede Globo, a agência atuou na promoção da novela Ti-Ti-Ti. No site do folhetim, os usuários podiam experimentar diferentes cortes de cabelo ou se imaginarem como capas da revista fictícia Moda Brasil através do mesmo sistema. E assim entre experimentar roupa a distância, sentir o cheiro da marca, e ouvir sua música as marcas esperam aumentar suas vendas.

Vendas do comércio sobem 11,5% no semestre, aponta IBGE

por Folha Online – www.empreendedor.com.br

As vendas no comércio no país em junho cresceram 1%, na comparação com maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado completa dois meses consecutivos de crescimento no volume de vendas após a forte queda do mês de abril.

Em relação a junho de 2009, houve alta de 11,3%. No acumulado de janeiro a junho, houve avanço de 11,5% na comparação com igual intervalo no ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses até junho, as vendas cresceram 9,3%.

O resultado do semestre é o melhor de toda a série histórica, superando inclusive o segundo semestre de 2009, que alcançou 7,2%. O IBGE ressaltou que no primeiro semestre de 2009 a economia brasileira sofria a influência da crise financeira internacional. “Somente em meados do segundo semestre daquele ano que a economia começa a se estabilizar, com suas atividades se aproximando dos patamares do período pré-crise”, afirmou.

A receita nominal de vendas no comércio teve expansão de 0,5% em junho, na comparação com o mês anterior. Em relação a junho de 2009, a receita do comércio aumentou 14%, com destaque para o setor de equipamentos e material para escritórios, informática e comunicação, que cresceu 5,4%, com ajuste sazonal.

As vendas no comércio varejista ampliado –que inclui ainda o desempenho das vendas de veículos e motos, partes e peças e material de construção apenas no varejo– subiram 0,8% em junho, frente a maio. Na comparação com junho de 2009, houve alta de 6,9%.

As vendas de veículos e motos, partes e peças caíram 1,7% na comparação com maio, e 6,7% ante o mesmo mês do ano passado.

Já as vendas de material de construção no varejo registraram retração de 2,5% sobre maio, mas subiram 16,8% sobre junho de 2009.

Na comparação com junho de 2009, todas as atividades pesquisadas registraram crescimento no volume de vendas. No confronto com maio, cinco das 10 atividades subiram.

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Varejo de shopping teve crescimento de 4% em fevereiro

por InfoMoney

O varejo de shopping apresentou alta de 4% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2009. Já em relação à janeiro deste ano, a atividade comercial teve queda de 17%.

O índice registrado no segundo mês do ano foi de 97 pontos, valor que mantém o patamar dos indicadores apontados em 2009.

“Fevereiro costuma apresentar queda nos índices por ser um mês com menor quantidade de dias e também devido às festas do Carnaval”, explica o diretor de geonegócios do IBOPE Inteligência, Antônio Carlos Ruótolo

Os dados são do indicador da atividade comercial de shopping, denominado MercadoFlux, que é medido pelo Ibope Inteligência e revela o desempenho, o aquecimento e a movimentação do setor.

O resultado é calculado com base na análise cruzada de múltiplas variáveis, como fluxo de consumidores, potencial de consumo qualificado para produtos comercializados em shopping, demografia da região e características estruturais de cada shopping. Ele pode ser utilizado por lojistas para que analisem o desempenho do setor no que se refere a vendas, faturamento e fluxo de clientes no período em questão.

Regiões
Na análise por regiões, os shopping centers de Belo Horizonte e Rio de Janeiro apresentaram altas de 6% e 5%, respectivamente, na atividade comercial, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já São Paulo apresentou menor índice de crescimento, de 2%.

Por fim, na análise por porte de shoppings, os grandes e médios tiveram alta de 5% e 3%, respectivamente, enquanto os de pequeno porte permaneceram estáveis em relação ao mesmo período do ano anterior.

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