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Cosméticos brasileiros vivem momento de expansão

Marcas como Dermage, Sina Cosméticos e Embelleze comemoram os bons resultados

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing

 O mercado brasileiro de cosméticos vive um momento de franca expansão e se democratiza entre consumidores de todas as classes. Se por um lado as mulheres AB começam a perceber que é possível encontrar produtos brasileiros de qualidade, na medida em que a tecnologia das empresas nacionais evolui; por outro, as consumidoras das classes C, D e E passam a se preocupar com a beleza e o bem-estar, que deixam de ser vistos como futilidades e passam a ser importantes na busca pelo sucesso tanto profissional quanto pessoal.

As mudanças no comportamento do consumidor brasileiro e a atenção que tem sido dada aos nossos produtos no exterior, especialmente pelo trabalho feito por empresas como a Natura, aparecem como oportunidades para quem deseja investir no segmento. Os produtos também ganham papel importante e são prioridade nas farmácias e drogarias, já que são responsáveis pelo aumento do ticket médio destas empresas.

“O cosmético é o grande termômetro para ver o que está acontecendo com a população. Com a melhor distribuição de renda, os gostos se alteram. O que era caro e de difícil acesso para as classes C e D, hoje não é mais. E o que era de segunda necessidade deixou de ser”, diz Amalia Sina (foto), que foi presidente da Philip Morris do Brasil, da Walita do Brasil, sênior vice-presidente da Philips para a América Latina e há quatro anos apostou no mercado de cosméticos com a Sina Cosméticos.

 Idas ao dermatologista impulsionam mercado
A valorização do cuidado com a estética tem levado as consumidoras para o consultório médico. Apesar de a mulher ter em sua essência o hábito de comprar cosméticos por conta própria, o papel do dermatologista também é fundamental na hora de indicar os produtos certos para cada caso.

Neste ponto, a Dermage sai na frente. “Temos uma particularidade, porque atingimos tanto o consumidor, quanto o médico. A demanda de prescrição de produtos tem aumentado muito. Em 2009, crescemos 22%. Para este ano, esperamos uma expansão de 30%”, reconhece Giovana Dalmasso, Gerente de Marketing da Dermage, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A empresa começou, em 1978, como uma farmácia de manipulação, no Rio de Janeiro. Em 1990, foi lançada a marca Dermage. Com o passar do tempo e a credibilidade que os médicos davam aos produtos da laboratórios de manipulação, os que eram mais prescritos foram industrializados. Hoje, os manipulados representam apenas 30%, mas não há planos para retirá-los do portfólio da empresa.

“A tendência é de crescimento do industrializado. Mas no momento não pensamos em descontinuar os manipulados, porque eles são o diferencial da Dermage, que é uma empresa especializada em dermatologia”, pondera a Gerente de Marketing da marca, que conta com categorias que cuidam do corpo inteiro, incluindo rosto, corpo, capilares, solares e maquiagem, além de uma linha masculina. Em um mercado tão disputado, os diferenciais devem ser preservados.

Cosméticos movimentaram US$ 28,77 bi no Brasil

Mundialmente, os cosméticos movimentaram US$ 333,50 bilhões em 2008, segundo o último levantamento disponibilizado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). O Brasil é o terceiro maior mercado de cosméticos, com um volume de US$ 28,77 bilhões no período, atrás apenas do Japão e dos Estados Unidos. O país também foi o que mais cresceu (27,5% ante 9,1% no mundo) e é responsável por uma fatia de 8,6% do mercado.

 O faturamento nos últimos 13 anos saltou de R$ 4,9 bilhões, em 1996, para R$ 21,7 bilhões, em 2008. Em relação às exportações, os produtos para cabelos são os primeiros colocados no ranking, com US$ 161.496, seguidos por sabonetes (US$ 156.149) e higiene oral (US$ 150.756). O Brasil é ainda o primeiro mercado global no segmento de desodorantes e o segundo no de produtos para cabelos, perfumaria, produtos masculinos, higiene oral, infantil, protetor solar e banho.

Hoje, o país conta com mais de 1.755 empresas especializadas em Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. E esse número tende a crescer. “As mulheres estão dispostas a trocarem de marca, querem novidades. O mercado de cosméticos caminha paralelo ao da moda. A cada três meses, deve ter produtos diferentes”, aponta Amalia, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Novidades no mercado
A própria Sina Cosméticos é um exemplo desta realidade. Há quatro anos, a linha Amazonutry tinha 15 produtos para os cabelos. Hoje, a marca conta com mais de 100 itens lançados para cabelos, corpo e banho. Com o crescimento e a consolidação da Amazonutry, agora, a Sina foca seus investimentos na Bio Emotion, nova marca da empresa, que será vendida com exclusividade pelos canais da Polishop.

 A Yenzah também surgiu a partir da identificação de oportunidades de mercado. Fundada no começo deste ano por quatro sócios com 15 anos de experiência e passagem por empresas como L’oréal, Embelleze, Niely e Wella, a marca pretende atender também o público AB, mas foca seus esforços nos consumidores da classe C.

“Estamos no país certo, no momento certo. A classe C está ascendendo. As consumidoras buscam marcas de maior valor percebido e qualidade superior. Investimos em um posicionamento de alta performance e encantamento. A Yenzah divulga a beleza e a harmonia”, explica Rodrigo Goecks, Diretor de Marketing da marca, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Atualmente, a Yenzah conta com três linhas com seis produtos cada, todos especializados em tratamentos para os cabelos. Desde o começo deste mês, as novidades podem ser encontradas em farmácias, perfumarias, supermercados e no varejo virtual. Para os próximos cinco anos, a expectativa é de que a marca conte com cerca de 60 produtos em seu portfólio.

 Classe C quer produto aspiracional
Também focada nas classes C, D e E, a Embelleze cresce a passos largos, sempre mantendo o ingrediente aspiracional em suas marcas. “Muito mais do que uma empresa voltada para produtos que irão saciar o ego ou a vaidade, a Embelleze tem como preocupação ser a marca que vai gerar a transformação na vida dessa mulher. Elevar sua autoestima, para que ela se torne mais satisfeita consigo mesma”, conta Gabriel Caldas, Gestor do Centro de Experiência do Consumidor da Embelleze, ao site.

Com o crescimento contínuo da entrada da mulher no mercado de trabalho, o acesso aos cosméticos torna-se essencial. Estar bem apresentada é um fator responsável por deixá-la mais segura na busca pelo sucesso profissional, independente da classe social a que pertença.

Com 41 anos de mercado, a Embelleze conta hoje com mais de 500 produtos, distribuídos por 17 famílias, em três categorias. Entre os destaques, está o creme de tratamento Novex, lançado em 2002, e que, desde 2005, apresenta crescimento de 40% a 50% por ano. Outro produto de sucesso da marca, que teve um crescimento geral de 28% em 2009 e espera aumentar seu faturamento em 35% em 2010, é a linha de coloração Maxton.

 Cabeleireiros validam produtos
Desde 2009, as embalagens dos produtos estampam mulheres em momentos importantes da vida, com relação ao cabelo e à beleza. Todas as colorações têm histórias próprias, visando estreitar o relacionamento da consumidora com a marca no ponto-de-venda. A Embelleze também mantém 500 consultoras espalhadas pelos PDVs para promover seus produtos e explicar a melhor forma de usá-los.

Outro investimento da empresa é o relacionamento com os cabeleireiros. “O profissional é muito importante para a validação da marca. Buscamos entender a necessidade dos salões para criar produtos específicos para eles”, relata Caldas. Assim como a Amazonutry, da Sina Cosméticos, que foi lançada na Itália com foco no mercado exterior, a Embelleze exporta seus produtos para países como Estados Unidos, Venezuela, Moçambique, Angola e Portugal. “Estamos trabalhando ainda mais focados em exportação. O Brasil está muito em voga lá fora. O produto com a cara da mulher brasileira é muito forte”, acredita o executivo da Embelleze.

10 razões para investir na comunicação com as mulheres

1) Elas são 3% mais inteligentes do que os homens. Se os atributos do seu produto ou serviço fazem sentido, mas necessitam de alguma habilidade para serem percebidos, escolha uma comunicação inteligente e direcionada ao público feminino.
2) São mais exigentes no momento da compra inicial e compensam o investimento de tempo mantendo-se fiéis nas compras seguintes. Se a marca atender às expectativas mais elevadas das mulheres, responderá também às exigências dos homens.
3) Conquistam o poder de decisão cada vez mais rapidamente. No Brasil, sustentam sozinhas quase um terço dos lares. As que vivem sozinhas (solteiras, descasadas ou viúvas) têm renda 62% maior do que as acompanhadas.
4) São as maiores compradoras do planeta. Consomem muito mais do que os homens e ainda influenciam a decisão do que eles querem adquirir. As pesquisas apontam-nas como responsáveis por 80%, ou mais, do total das compras realizadas.
5) Porque “são detetives em exercício na maior parte das compras“, diz Tom Peters. Apresente comparações com vários concorrentes importantes. Ao oferecer a informação, você direciona a perspectiva dela, acelera o seu processo de decisão e assume a transparência do negócio.
6) Porque buscam um relacionamento, uma conexão. Querem dialogar e não simplesmente negociar. São agregadoras e, ao saber que as amigas procuram um produto ou serviço, a probabilidade de recomendar marcas é três vezes maior que no caso dos homens.
7) São mais sensíveis à comunicação ambiental, mais receptivas em todos os canais sensoriais, prestam mais atenção ao contexto geral e são mais holísticas. Possuem maior visão periférica e valorizam ambientes prestativos.
8 ) Aceitam o apoio de um consultor. São duas vezes mais propensas que os homens a buscar suporte de um especialista. São investidoras mais cautelosas e confiam menos na sua própria habilidade.
9) Tendem a fazer mais o dever de casa do que o sexo oposto, pois são mais responsáveis. Pesquisam mais antes de investir e são mais pacientes e analíticas.
10) Ainda não são completamente compreendidas. Não querem produtos diferentes dos oferecidos aos homens, mas querem ser atendidas de modo distinto. O atendimento personalizado é mais importante do que o desempenho do produto ou serviço.

Para o artigo completo de Rique Nitzsche, consulte: http://tiny.cc/v1bmb

Fonte: Empreendedor

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Cresce o consumo de café no país

No levantamento, 85% afirmaram beber uma xícara da bebida todos os dias e 97% haviam tomado café no dia da entrevista e no anterior

Da Agência Estado

O café é uma das bebidas preferidas da população brasileira e os índices de consumo estão se consolidando, confirmou pesquisa encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Segundo o estudo, divulgado nesta quarta-feira (24), no ano passado 97% dos entrevistados – homens e mulheres com mais de 15 anos de idade – declararam que haviam consumido café no dia da pesquisa e também no anterior, mesmo porcentual registrado em 2008. Há sete anos, esse índice era de 91%.

O diretor executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, avaliou o crescimento como consistente. “Estamos perto de 100% e a questão é como continuar a crescer”, informou. A solução adotada pelo setor tem sido estimular a frequência de consumo, com resultados positivos. Entre 2008 e 2009, o porcentual de entrevistados que bebia uma xícara todos os dias passou de 77% para 85%.

Nathan comentou que o consumo de café cresce em todas as classes sociais, sobretudo na classe C, que recebe de 4 a 10 salários mínimos. No período de 2003 a 2009, a participação da classe C no consumo total saltou de 37% para 42%. Essa parcela da população também está tomando mais café fora de casa: o índice subiu 242%, avançando de 14% para 48%. A Abic afirma que o crescimento é resultado da maior oferta do produto em cafeterias, restaurantes e hotéis.

Preferência

No que se refere ao tipo de café consumido, a pesquisa mostra que o brasileiro continua fortemente adepto da bebida coada/filtrada (93% em casa e 96% fora do lar). No entanto, Nathan observou que tem aumentado o consumo de grãos especiais, de melhor qualidade, embora a participação desse tipo de grão no total ainda seja pequena. Em 2008, o consumo de variedades gourmet em casa era de 1,2% do total; em 2009 passou para 2,7%.

Conforme a pesquisa, o interesse pelos grãos especiais está difundido em todas as classes sociais, “sinalizando que o consumidor está em busca de qualidade, independentemente da renda”. Em contrapartida, o café instantâneo (solúvel) tem perdido espaço, principalmente nas classes A e B. Isso torna questionável o argumento da praticidade do solúvel. “Com as máquinas automáticas, é só apertar um botão que você tem um expresso”, disse Nathan.

Outro ponto destacado no estudo é que as mulheres (54%) estão consumindo mais café do que os homens (46%). Entre outras justificativas, está o fato de a população feminina ser maior no Brasil. Mas também deve-se considerar que parte das consumidoras está no lar, ou participa do mercado de trabalho, onde passa a consumir a bebida. Segundo Nathan, essa é uma característica do mercado brasileiro e cabe “à indústria direcionar produtos e estratégias para o segmento”.

A pesquisa “Tendência do Consumo de Café – 2009″ é realizada anualmente pela Abic desde 2003. O trabalho é coordenado pela Consultoria Ivani Rossi e foi realizado de 10 a 20 de janeiro com 1.703 pessoas. O consumo de café no Brasil alcançou 18,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2009. A Abic projeta crescimento de 5% este ano, ou cerca de 1 milhão de sacas.

Fonte: PEGN

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