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Microempresas se expandem por meio de franquias

NOTA DO EDITOR DO BLOG: não estou convencido que franquear micro-negócios seja uma opção tão boa quanto querem fazer crer. Temo pelas economias de quem investe nesta opção. Mas que cada um faça seu próprio juízo.

Mariana Flores – Agência SEBRAE de notícias – 02/03

Tradicionalmente comuns como alternativa de crescimento de médias e grandes companhias de fast food, de academias e de lavanderias em todo o mundo, as franquias estão se tornando caminho de expansão para empresas de pequeno porte brasileiras. Até microempresas que faturam no máximo R$ 240 mil por ano já adotam o sistema de franchising. Com o objetivo de apoiar os empresários que escolheram crescer sem precisar investir grande quantia do próprio caixa, o Sebrae lança ainda neste semestre o Projeto Franqueador. “Montar um sistema de franquia é um grande desafio para um empreendimento de pequeno porte. Requer avaliação da própria empresa, do seu modelo de negócio, do potencial de mercado, além da adoção de uma série de procedimentos que preservam a marca e que vão garantir a sua expansão a um custo menor e uma rentabilidade maior”, assinala o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. Segundo o diretor, o momento é oportuno para crescer de modo sustentável. “O Brasil apresenta perspectivas promissoras devido ao aumento da renda, do nível de emprego, dos novos consumidores vindos das classes C e D e das possibilidades de negócios geradas pelos grandes eventos nos próximos anos”, pondera Santos. Entretanto, afirma, é preciso antes estar bem estruturado, com o negócio e a marca bem consolidados. Formato da franquia Desenvolvido de forma piloto em quatro estados – Rio de Janeiro, Goiás, Minas Gerais e Paraná – o projeto será expandido a todo o Brasil até junho. É composto pela publicação “Como Tornar sua Empresa uma Franquia” e pelo software Análise de Franqueabilidade, disponíveis no Portal Sebrae. Além desse material, o Sebrae vai formar consultores nos estados para que ajudem as empresas a formatar a franquia. O apoio vai desde uma consultoria em relação à marca, passando pelo processo de produção, formação de preços, criação de rotinas de acompanhamento, de análise de custos e investimentos necessários, até a preparação do contrato de franquia. A maior parte dos futuros franqueadores atua nas áreas de prestação de serviços, cursos, técnicas de treinamento, jardinagem ou pequenos negócios ligados à alimentação, como quiosques. Quando o projeto estiver formulado, os interessados poderão procurar o Sebrae nos estados para ter acesso às soluções.

Ministério das Micro e Pequenas deve articular melhor o setor

Desafio do ministério será integrar as várias ações voltadas ao setor, dizem executivos que comandam órgãos dedicados às pequenas

Daniela Moreira, de EXAME.com

José Cruz/AGÊNCIA BRASIL

A presidente eleita Dilma RousseffDilma Rousseff deve criar Ministério da Micro e Pequena Empresa, diz presidente do PT

São Paulo – O Ministério da Micro e Pequena Empresa, que deverá ser criado na gestão de Dilma Rousseff, deverá ter como missão principal articular melhor as várias ações destinadas ao setor em curso hoje, segundo executivos que comandam órgãos que representam empresários de pequeno e médio porte.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, confirmou há duas semanas que o novo ministério deverá ser criado pela presidente eleita. O nome mais cotado para assumir a pasta é o de Alessandro Teixeira, atual presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

Para Paulo Okamotto, presidente do Sebrae, o principal desafio do ministério será integrar as varias iniciativas voltadas ao setor. “Há uma série de órgãos agindo em favor das pequenas empresas, mas é preciso que eles trabalhem de maneira mais articulada”, afirma.

“É preciso ter mais foco. Hoje você tem várias frentes de ação e os projetos muitas vezes ficam patinando”, concorda Milton Antonio Bogus, diretor titular do departamento da micro, pequena e média indústria da FIESP. De acordo com o executivo, o ministério poderá estabelecer um diálogo com vários setores do governo e com o Congresso Nacional para avançar nas questões importantes para o setor. “É preciso tratar os assuntos de maneira mais dinâmica”, diz.

Entre as principais demandas dos órgãos que representam as pequenas e médias empresas está a necessidade de linhas de créditos específicas com melhores condições de juros, além da questão dos impostos. “É importante tratar com carinho a questão da substituição tributária”, destaca Okamotto.

A necessidade de se criar um ministério para as pequenas empresas foi defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início deste ano. A bandeira foi retomada por Dilma durante a campanha. De acordo com a então pré-candidata, o presidente Lula tinha a intenção de criar a pasta no ano de 2009, mas a crise teria barrado a iniciativa.

Segundo dados do Sebrae, as micro e pequenas empresas correspondem a mais de 99% dos 5,8 milhões de negócios formais existentes no Brasil e empregam mais da metade dos trabalhadores com carteira assinada do País.

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Franquia faz pequena empresa ‘pensar grande’

Projeto do Sebrae orienta empreendedores que desejam adquirir uma franquia e empresários que querem expandir a sua empresa por meio do franchising


Da Agência Sebrae de Notícias

Editora Globo

Anderson Yagi, da Jacareí Pastéis, está avaliando a viabilidade de expansão por meio de franquias

Que tal um pastel de carne com queijo? E de guariroba? Essas iguarias são mesmo de dar água na boca e podem ser degustadas em uma empresa tradicional em Goiânia: Jacareí Pastéis, que há 44 anos atua no mercado goiano. Por dois anos consecutivos – 2006 e 2007 –, o pastel oferecido na empresa foi eleito o melhor da capital pela revista ‘Veja’. Todo esse sucesso e, é claro, o sabor irresistível dos pastéis despertou nos proprietários da Jacareí um sonho: tornar-se uma franquia. Segundo um dos administradores da empresa, Anderson Yagi, para que esse sonho se tornasse realidade e não um pesadelo, o ideal foi buscar a parceria e consultoria do Sebrae em Goiás.

Hoje, a Jacareí Pastéis integra o Projeto-Piloto de Formatação de Franquias, voltado para empreendedores que desejam adquirir uma franquia e empresários que querem expandir a sua empresa por meio de franchising. O projeto faz parte do Programa Sebrae Franquias. Por meio desse projeto, o empresário recebe a consultoria de um profissional da entidade, que oferece palestras, atendimentos coletivos e individuais, cursos, publicações e outras ferramentas de apoio. No caso da Jacareí, ressalta Anderson Yagi, a empresa ainda está avaliando a viabilidade do negócio de expansão, junto com consultor do Sebrae. “Participamos de diversas reuniões com o intuito de estudar um projeto de expansão para a empresa”, ressalta.

Editora Globo

A Pezinho e Cia tem a meta de abrir 15 novas lojas no Brasil até 2011

Quem também tem o plano de expandir os negócios é a Pezinho e Cia, empresa que atua no segmento de calçados e acessórios infantis. Atualmente, a Pezinho e Cia possui quatro unidades em Goiânia – Flamboyant Shopping Center, Buriti Shopping, Rua 9 (Setor Marista) e T-38 (Setor Bueno). Segundo uma das administradoras da empresa, Alessandra Calixto, a meta para 2011 é abrir 15 novas lojas no Brasil. “E para os próximos cinco anos o nosso objetivo é chegar a 50 lojas em todo o país”, ressalta. Para que a meta seja alcançada, Alessandra diz que foi preciso procurar a colaboração do Sebrae em Goiás. “Estamos atuando junto com a entidade para formatar um plano de expansão para a empresa que seja viável e positivo”, informa.

Piloto
O Projeto-Piloto de Franquias foi criado em função da grande demanda por atendimentos presenciais gratuitos realizados na sede do Sebrae em Goiás, principalmente de empresários de micro e pequeno portes interessados no setor de franquias. Hoje, cinco empresas dos segmentos de alimentação, prestação de serviços, calçados infantis, balas e guloseimas, e fotografias integram o projeto. A expectativa, segundo o gestor do programa pelo Sebrae em Goiás, Paulo Renato Fava Adorno, é que novas empresas possam participar do processo de formatação de franquias.

Entre as fases que compõem o processo de formatação estão diagnóstico de franqueabilidade, modelagem da franquia, formatação da documentação legal, desenvolvimento dos documentos de concessão de franquias e documentação da implantação. O projeto oferece ainda orientações aos empresários, que são divididos da seguinte forma:

Palestra – Franchising: O que é, como funciona e como adquirir uma franquia. A intenção é fornecer informações e mostrar as vantagens e desvantagens do sistema e a importância de avaliar e decidir por uma franquia de forma criteriosa.

Atendimento coletivo: Como escolher e analisar o mercado. Busca oferecer informações detalhadas para a escolha da franquia mais adequada, considerando aspectos operacionais e mercadológicos.

Curso presencial: A escolha da franquia certa. Orienta o potencial franqueado a escolher, com êxito e competência, a franquia mais adequada para o seu perfil.

Cartilha: Como tornar sua empresa uma franquia. Contém informações que vão desde a avaliação de franqueabilidade ao lançamento no mercado, considerando ainda a legislação vigente.

Ferramentas de multimídia de apoio destinadas a potenciais franqueados: Avalia diferentes oportunidades de negócios, compara e escolhe a franquia que melhor se encaixa em seu perfil pessoal, profissional e financeiro.

Fonte: PEGN

Mais de 86 mil empresas fecham por ano em SP

Estudos realizados pelo Sebrae em São Paulo apontam entre os principais motivos são ausência de comportamento empreendedor e falta de planejamento

Da Agência Sebrae de Notícias para Exame PME
Divulgação

Mais de 86 mil empresas fecham por ano em SP

Em geral, o encerramento das empresas é causado por uma sucessão de problemas ou falhas

São Paulo – Com base nos dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), entre 1990 e 2008 foram abertas no estado de São Paulo 2.603.233 empresas. Em média, foram abertas 137.012 empresas a cada ano.

Nesses 18 anos, por outro lado, foram fechadas 1.650.953 empresas até o quinto ano no mercado, o que representa uma média anual de fechamento de 86.892 empresas de um a cinco anos.

Cada novo estudo produzido pelo Sebrae em São Paulo reforça que não é possível atribuir a um único fator a causa da mortalidade das empresas. Em geral, o encerramento das empresas é causado por uma sucessão de problemas ou falhas.

Seis foram os principais conjuntos de fatores identificados: ausência de comportamento empreendedor, ausência de um planejamento prévio adequado, deficiências no processo de gestão empresarial, insuficiência de políticas publicas de apoio aos pequenos negócios, dificuldades decorrentes da conjuntura econômica e impacto dos problemas pessoais sobre o negócio.

Planejamento
Ao longo dos anos, foi constatada uma melhora relativa nos fatores que influenciam nas chances de sobrevivências das  empresas. Os proprietários de empresas constituídas em 2007 levaram, em média, nove meses planejando suas atividades, ante sete meses em 2000.

Da mesma forma, também houve uma melhora na gestão básica das empresas: em 2000, 72% dos empresários monitoravam constantemente a evolução das receitas e despesas (fluxo de caixa), índice que subiu para 77% em 2007. Em 2007, 95% dos empresários tinham o hábito de aperfeiçoar produtos e serviços às necessidades dos clientes, sobre 79% em 2000.

O ambiente para a realização de negócios também evoluiu favoravelmente no período. Além da manutenção do controle da inflação e do crescimento da economia no período, o indicador de obtenção de empréstimos para abrir uma empresa subiu de 6% em 2000 para 14% em 2007.

Dificuldades
A pesquisa apresenta, também, a opinião dos empresários sobre as principais dificuldades enfrentadas no primeiro ano de atividade da empresa: falta de clientes (citada por 29% dos empresários) e falta de capital (21%). A burocracia e os impostos foram citados por 7% dos entrevistados e 5% apontaram a concorrência como a maior dificuldade.

Sentimentos
O sentimento predominante de quem encerrou as atividades foi o de frustração e perda para 29%; tristeza e mágoa foram sentidos por 19% dos entrevistados. Entre as respostas espontâneas à pergunta, 18% declaram que não sentiram nada.

Outros 9% declararam ainda que sentiram alívio ou tranqüilidade ao encerrarem as atividades. Arrependimento foi o sentimento de 2% e 24% alegaram outros sentimentos. É o que constata a pesquisa do Sebrae em São Paulo.

A estimativa do custo social do fechamento das empresas paulistas impressiona: 348 mil ocupações desaparecem por ano com o fechamento de 84 mil empresas. A soma da perda da poupança pessoal dos empreendedores com o capital investido no sonho do negócio próprio representa R$ 1,4 bilhão por ano.

Com o fechamento dessas empresas perde-se um faturamento de R$ 18,2 bilhões, o que somado à perda do capital investido pelos empreendedores atinge a cifra dos R$ 19,6 bilhões anuais (dados para 2008). Uma perda que equivale a 811,7 mil carros populares ou 27, 5 milhões de refrigeradores ou ainda 67 milhões de cestas básicas.

Financiamento
A principal fonte de financiamento utilizada pelos empreendedores para montar a empresa, entre 2003 e 2007, foi a soma dos recursos próprios, seja pessoal ou familiar, com 83%.

Como cada empreendedor entrevistado poderia ter citado mais de uma fonte, empréstimos em bancos (12%); negociação de prazos com fornecedores (12%); cartão de crédito ou cheque pré-datado (7%); empréstimo com amigos (6%) e outras fontes (4%) também foram relatadas.

Para o consultor do Sebrae em São Paulo, Pedro João Gonçalves, alguns fatores relacionados à sobrevivência das empresas em seus primeiros anos no mercado estão ligados ao ambiente onde a empresa atua.

Ele cita como exemplos a conjuntura econômica e a legislação. No entanto, pondera, outros fatores estão ligados à própria ação do empreendedor.

“No âmbito do empreendedor, ele deve se preparar para atuar num mercado altamente competitivo, planejando como irá atuar, antes de abrir o empreendimento. Deve identificar o público-alvo, quem serão seus concorrentes e fornecedores. Após a abertura da empresa, o empresário não pode descuidar da gestão básica, como o controle do fluxo de receitas e despesas e o acompanhamento das mudanças dos hábitos dos consumidores. Itens básicos como finanças e marketing devem sempre ser observados para o sucesso da atividade empresarial”, recomenda o consultor.

Pequenos e médios varejistas discutem meios eletrônicos de pagamento

Congresso C4 será uma oportunidade para que esse público tenha contato direto com as áreas comerciais dos bancos, bandeiras de cartão e credenciadoras

Regina Xeyla – Agência Sebrae

Arquivo /ASN
Pequenos e médios varejistas estarão reunidos para discutir as vantagens dos meios eletrônicos de pagamento

Brasília – Pela primeira vez, pequenos e médios varejistas estarão reunidos em congresso organizado exclusivamente para discutir as vantagens do uso dos meios eletrônicos de pagamento para incrementar seus negócios. Trata-se do Fórum C4 Varejo – PME, evento inserido na programação do Congresso Cartões de Crédito ao Consumidor – C4 2010, que acontece de 31 de agosto a 3 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Mecanismos como cartões de crédito e débito constituem ferramentas importantes de alavancagem do faturamento, controle de fluxo de caixa e até mesmo de acesso ao crédito, já que, por meio deles, o empreendedor pode comprovar a capacidade de pagamento do seu negócio.

Com o apoio do Sebrae, 450 empresários participarão do encontro. Será uma oportunidade para que tenham contato direto com as áreas comerciais dos bancos, bandeiras de cartão e credenciadoras.

“Nas edições passadas, o Congresso reuniu apenas três grandes agentes: bandeiras, credenciadoras e bancos. Foram discutidos aspectos como tecnologia, novos produtos, regulamentação. Este ano, houve uma quebra de paradigma. O congresso colocou na discussão o pequeno e médio varejista e clientes. Ou seja, está incluindo dois atores que, aliás, são os principais”, ressaltou o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. Desde 2005 o Sebrae é parceiro do Congresso C4.

Para Alexandre Azevedo, diretor comercial da Partner Conhecimento, empresa organizadora do Congresso C4, o pequeno varejista tem grande importância para o mercado de meios eletrônicos de pagamento. “Esse público é o emissor do futuro. Ele também tem desempenhado importante papel em levar crédito ao consumidor. Os pequenos varejistas estão proporcionando um novo canal de acesso ao crédito. Esses e outros fatores serviram como motivos para a realização de um fórum exclusivo para esse público.”

O Congresso C4 Varejo – PME terá como principal tema ‘Clientes, a razão de tudo’. Serão realizados três grandes painéis focados nas necessidades dos varejistas e suas relações com serviços financeiros e meios eletrônicos de pagamento. Entre os assuntos previstos estão: empreendedor individual; inovação – pagamento via celular e outras novidades; profissionalização, governança e sucessão. “A programação foi pensada de forma estratégica para que as mudanças ocorridas nessa indústria sejam compreendidas, os desafios percebidos e as oportunidades identificadas”, afirma o analista do Sebrae André Dantas.

As mudanças ocorridas no mercado dos meios eletrônicos de pagamento irão pautar todas as discussões. Serão ressaltados o que existe de novo e oportunidades que podem ser aproveitadas pelo empresário. Como principal mudança ocorrida nesse mercado, o diretor Carlos Alberto cita a quebra da exclusividade no credenciamento das duas grandes bandeiras de cartões de crédito: Visa com Visanet, atual Cielo; e Redecard e Mastercard. “A novidade representa abertura de mercado para a entrada de novas credenciadoras, o que significa concorrência, redução de custos e fortalecimento das bandeiras regionais.”

Hoje 3,5 milhões de micro e pequenas empresas ainda não trabalham com cartão de crédito por diversos motivos, entre eles o alto custo, considerando que cada terminal tem aluguel mensal de R$ 120,00, fora taxas sobre vendas e pagamento da linha telefônica. A Visa e a Matercard, que detêm 90% do mercado, têm 1,7 milhão de maquinetas espalhadas. Isso demonstra que o mercado ainda tem muito para crescer. “Para fidelizar o cliente, a credenciadora pode, por exemplo, oferecer mais de uma maquineta e cobrar apenas um aluguel. A forma de captura também tende a ser alterada. Essas são nuances que tendem a surgir aos poucos”, explica André Dantas.

Uma outra mudança registrada pelo mercado de cartões de crédito e que ainda é reflexo da quebra da exclusividade foi o fortalecimento das bandeiras regionais. “As grandes credenciadoras estão procurando as bandeiras regionais para serem suas credenciadoras. Exemplo disso é a Coopercred, de Maringá, no Paraná, que fechou recentemente contrato com a Redecard. O cartão, que antes era aceito apenas na região de Maringá, agora pode ser utilizado em qualquer parte do país, via Redecard”, observa André Dantas.

A programação completa está no site oficial www.congressoc4.com.br e novidades podem ser acompanhas no blog (http://blog.congressoc4.com.br) ou Twitter (http://twitter.com/c42010).

Mudanças no Simples serão positivas para as empresas, diz Fenacon

por InfoMoney- www.empreendedor.com.br

A Câmara dos Deputados está analisando um projeto que prevê alterações no Simples Nacional. A proposta estabelece a inclusão de todas as atividades no Simples Nacional, mudanças no valor limite de faturamento para empresas cadastradas no programa, além da proibição de cobrança do ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) nas fronteiras.

Segundo a Fenacon (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis), as mudanças facilitarão a vida das empresas de menor porte. “A Lei Geral é uma lei social, não foi feita para arrecadação. Seu propósito é criar empregos, gerar e distribuir renda e não dificultar a vida de quem tem pequenos negócios”, declarou o presidente da entidade, Valdir Pietrobon.

Para ele, a aprovação irá beneficiar o setor econômico brasileiro. Disse, ainda, que os estados não perderão em arrecadação, pois, facilitando a regularização dos empresários, haverá um grande número de empreendedores que saíram da informalidade.

Mudanças
Entre as sugestões propostas no projeto, estão:

  • Aumento do limite de faturamento das empresas cadastradas no Simples, passando de R$ 2,4 milhões por ano para R$ 3,6 milhões por ano.
  • Extinção da substituição tributária para empresas optantes ao Simples. A Fenacon afirmou que as empresas que não têm elevado faturamento, como as MPEs, perdem cerca de 22% de seu faturamento com a substituição tributária. A proposta é extinguir essa cobrança para evitar essa perda.
  • Extinção da cobrança de ICMS nas fronteiras dos estados, já que em cada estado as alíquotas de cobrança do ICMS são diferenciadas e cobradas quando ultrapassam as fronteiras. O objetivo seria extinguir essa cobrança, pois ela estimula a sonegação.
  • Inclusão de todas as atividades no Simples. Algumas atividades como arquitetos, corretores e jornalistas, entre outras, não podem aderir ao Simples. Com essa mudança no texto, todas as atividades poderiam se cadastrar no programa.
  • Retenção do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pelas MPEs. Dependendo da atividade, a empresa retém INSS da mesma foram que as grandes empresas. A proposta é que as MPEs deixem de pagar esse imposto pois já pagam outros impostos e esse, cobrado dessa forma, causa um deficit para os empresários.
  • Multas diferenciadas para empresas optantes ao Simples. No novo texto, a proposta é que multas que venham a ser aplicadas nas empresas passem a ser cobradas de acordo com o seu tamanho e atuação, para evitar que as MPEs tenham de arcar com os mesmos valores e porcentagens de grandes empresas.
  • Inserção de condomínios residenciais no Simples Nacional. A inclusão regulariza o funcionamento desses órgãos, que atuam como empresas e não pagam os impostos de acordo com sua atuação.
  • Normas de participação em licitações. No texto atual, as pequenas empresas que participam de licitações têm vantagens sobre outras empresas que não são optantes do programa. Esse benefício seria mais justo se valesse apenas para licitações até o valor de R$ 2,4 milhões, teto máximo de faturamento das MPEs.
  • Aumento do limite de faturamento do Empreendedor Individual. Para ser um empreendedor individual, o trabalhador deve ter um lucro máximo de R$ 3 mil ao mês. A proposta é aumentar esse teto para R$ 4 mil.
  • Criação do Simples Rural. A proposta é criar um programa, assim como o que atende as MPEs, para que atue com os pequenos produtores rurais. Assim, poderiam ter uma contribuição diferenciada dos grandes produtores rurais, servindo como um estímulo ao produtor agrícola.

Novas regras contábeis beneficiam pequenas empresas

A adoção do padrão internacional de contabilidade, que entra em vigor este ano, pode facilitar a obtenção de crédito e atração de investimentos

Regina Mamede, da Agência Sebrae de Notícias – Exame PME

Germano Luders

Novas regras contábeis beneficiam pequenas empresas

A mudança pode facilitar a obtenção de crédito e atração de investimentos

Rio de Janeiro – O padrão internacional de normas contábeis que as companhias brasileiras terão que adotar neste ano vai beneficiar as micro e pequenas empresas, na avaliação do vice-presidente da área técnica do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Nelson Mitimasa.

A padronização das normas, além de dar maior transparência à movimentação das empresas, poderá ser facilmente entendida pelos investidores. A mudança, segundo Mitimasa, pode representar mais facilidade na obtenção de crédito e atração de investimentos.”O capital hoje não está mais restrito às grandes companhias. Com a globalização, as micro e pequenas empresas também se tornaram alvo de interesse. Mas para o investidor é fundamental saber que as demonstrações contábeis refletem a posição real da empresa, como capacidade de geração de caixa para honrar os compromissos assumidos”, afirmou o vice-presidente da área técnica do CFC.

Adotadas pelo Brasil em janeiro deste ano, as Normas Internacionais de Contabilidade (International Reporting Standards -IRFS) são utilizadas em cerca de 110 países e alcançam perto de 100 milhões de empresas.

O novo padrão contábil é o tema do Seminário IFRS para as Micro e Pequenas Empresas, promovido pelo Conselho Federal de Contabilidade, que tem entre os parceiros o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Sebrae. O encontro, que começou na segunda-feira (2) e terminou na quarta-feira (4), reuniu no auditório do BNDES, mais de 650 profissionais de todo o país. A proposta é formar multiplicadores para repassar o conhecimento nos estados.

No Brasil, onde 99% das empresas são micro e pequenas, esse seminário é particularmente importante para que os contabilistas possam preparar os empresários para adoção das novas normas. A proposta do IRFS é transformar as diversas práticas contábeis em uma linguagem reconhecida no mundo todo.

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