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Mais de 86 mil empresas fecham por ano em SP

Estudos realizados pelo Sebrae em São Paulo apontam entre os principais motivos são ausência de comportamento empreendedor e falta de planejamento

Da Agência Sebrae de Notícias para Exame PME
Divulgação

Mais de 86 mil empresas fecham por ano em SP

Em geral, o encerramento das empresas é causado por uma sucessão de problemas ou falhas

São Paulo – Com base nos dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), entre 1990 e 2008 foram abertas no estado de São Paulo 2.603.233 empresas. Em média, foram abertas 137.012 empresas a cada ano.

Nesses 18 anos, por outro lado, foram fechadas 1.650.953 empresas até o quinto ano no mercado, o que representa uma média anual de fechamento de 86.892 empresas de um a cinco anos.

Cada novo estudo produzido pelo Sebrae em São Paulo reforça que não é possível atribuir a um único fator a causa da mortalidade das empresas. Em geral, o encerramento das empresas é causado por uma sucessão de problemas ou falhas.

Seis foram os principais conjuntos de fatores identificados: ausência de comportamento empreendedor, ausência de um planejamento prévio adequado, deficiências no processo de gestão empresarial, insuficiência de políticas publicas de apoio aos pequenos negócios, dificuldades decorrentes da conjuntura econômica e impacto dos problemas pessoais sobre o negócio.

Planejamento
Ao longo dos anos, foi constatada uma melhora relativa nos fatores que influenciam nas chances de sobrevivências das  empresas. Os proprietários de empresas constituídas em 2007 levaram, em média, nove meses planejando suas atividades, ante sete meses em 2000.

Da mesma forma, também houve uma melhora na gestão básica das empresas: em 2000, 72% dos empresários monitoravam constantemente a evolução das receitas e despesas (fluxo de caixa), índice que subiu para 77% em 2007. Em 2007, 95% dos empresários tinham o hábito de aperfeiçoar produtos e serviços às necessidades dos clientes, sobre 79% em 2000.

O ambiente para a realização de negócios também evoluiu favoravelmente no período. Além da manutenção do controle da inflação e do crescimento da economia no período, o indicador de obtenção de empréstimos para abrir uma empresa subiu de 6% em 2000 para 14% em 2007.

Dificuldades
A pesquisa apresenta, também, a opinião dos empresários sobre as principais dificuldades enfrentadas no primeiro ano de atividade da empresa: falta de clientes (citada por 29% dos empresários) e falta de capital (21%). A burocracia e os impostos foram citados por 7% dos entrevistados e 5% apontaram a concorrência como a maior dificuldade.

Sentimentos
O sentimento predominante de quem encerrou as atividades foi o de frustração e perda para 29%; tristeza e mágoa foram sentidos por 19% dos entrevistados. Entre as respostas espontâneas à pergunta, 18% declaram que não sentiram nada.

Outros 9% declararam ainda que sentiram alívio ou tranqüilidade ao encerrarem as atividades. Arrependimento foi o sentimento de 2% e 24% alegaram outros sentimentos. É o que constata a pesquisa do Sebrae em São Paulo.

A estimativa do custo social do fechamento das empresas paulistas impressiona: 348 mil ocupações desaparecem por ano com o fechamento de 84 mil empresas. A soma da perda da poupança pessoal dos empreendedores com o capital investido no sonho do negócio próprio representa R$ 1,4 bilhão por ano.

Com o fechamento dessas empresas perde-se um faturamento de R$ 18,2 bilhões, o que somado à perda do capital investido pelos empreendedores atinge a cifra dos R$ 19,6 bilhões anuais (dados para 2008). Uma perda que equivale a 811,7 mil carros populares ou 27, 5 milhões de refrigeradores ou ainda 67 milhões de cestas básicas.

Financiamento
A principal fonte de financiamento utilizada pelos empreendedores para montar a empresa, entre 2003 e 2007, foi a soma dos recursos próprios, seja pessoal ou familiar, com 83%.

Como cada empreendedor entrevistado poderia ter citado mais de uma fonte, empréstimos em bancos (12%); negociação de prazos com fornecedores (12%); cartão de crédito ou cheque pré-datado (7%); empréstimo com amigos (6%) e outras fontes (4%) também foram relatadas.

Para o consultor do Sebrae em São Paulo, Pedro João Gonçalves, alguns fatores relacionados à sobrevivência das empresas em seus primeiros anos no mercado estão ligados ao ambiente onde a empresa atua.

Ele cita como exemplos a conjuntura econômica e a legislação. No entanto, pondera, outros fatores estão ligados à própria ação do empreendedor.

“No âmbito do empreendedor, ele deve se preparar para atuar num mercado altamente competitivo, planejando como irá atuar, antes de abrir o empreendimento. Deve identificar o público-alvo, quem serão seus concorrentes e fornecedores. Após a abertura da empresa, o empresário não pode descuidar da gestão básica, como o controle do fluxo de receitas e despesas e o acompanhamento das mudanças dos hábitos dos consumidores. Itens básicos como finanças e marketing devem sempre ser observados para o sucesso da atividade empresarial”, recomenda o consultor.

Pequenos e médios varejistas discutem meios eletrônicos de pagamento

Congresso C4 será uma oportunidade para que esse público tenha contato direto com as áreas comerciais dos bancos, bandeiras de cartão e credenciadoras

Regina Xeyla – Agência Sebrae

Arquivo /ASN
Pequenos e médios varejistas estarão reunidos para discutir as vantagens dos meios eletrônicos de pagamento

Brasília – Pela primeira vez, pequenos e médios varejistas estarão reunidos em congresso organizado exclusivamente para discutir as vantagens do uso dos meios eletrônicos de pagamento para incrementar seus negócios. Trata-se do Fórum C4 Varejo – PME, evento inserido na programação do Congresso Cartões de Crédito ao Consumidor – C4 2010, que acontece de 31 de agosto a 3 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Mecanismos como cartões de crédito e débito constituem ferramentas importantes de alavancagem do faturamento, controle de fluxo de caixa e até mesmo de acesso ao crédito, já que, por meio deles, o empreendedor pode comprovar a capacidade de pagamento do seu negócio.

Com o apoio do Sebrae, 450 empresários participarão do encontro. Será uma oportunidade para que tenham contato direto com as áreas comerciais dos bancos, bandeiras de cartão e credenciadoras.

“Nas edições passadas, o Congresso reuniu apenas três grandes agentes: bandeiras, credenciadoras e bancos. Foram discutidos aspectos como tecnologia, novos produtos, regulamentação. Este ano, houve uma quebra de paradigma. O congresso colocou na discussão o pequeno e médio varejista e clientes. Ou seja, está incluindo dois atores que, aliás, são os principais”, ressaltou o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. Desde 2005 o Sebrae é parceiro do Congresso C4.

Para Alexandre Azevedo, diretor comercial da Partner Conhecimento, empresa organizadora do Congresso C4, o pequeno varejista tem grande importância para o mercado de meios eletrônicos de pagamento. “Esse público é o emissor do futuro. Ele também tem desempenhado importante papel em levar crédito ao consumidor. Os pequenos varejistas estão proporcionando um novo canal de acesso ao crédito. Esses e outros fatores serviram como motivos para a realização de um fórum exclusivo para esse público.”

O Congresso C4 Varejo – PME terá como principal tema ‘Clientes, a razão de tudo’. Serão realizados três grandes painéis focados nas necessidades dos varejistas e suas relações com serviços financeiros e meios eletrônicos de pagamento. Entre os assuntos previstos estão: empreendedor individual; inovação – pagamento via celular e outras novidades; profissionalização, governança e sucessão. “A programação foi pensada de forma estratégica para que as mudanças ocorridas nessa indústria sejam compreendidas, os desafios percebidos e as oportunidades identificadas”, afirma o analista do Sebrae André Dantas.

As mudanças ocorridas no mercado dos meios eletrônicos de pagamento irão pautar todas as discussões. Serão ressaltados o que existe de novo e oportunidades que podem ser aproveitadas pelo empresário. Como principal mudança ocorrida nesse mercado, o diretor Carlos Alberto cita a quebra da exclusividade no credenciamento das duas grandes bandeiras de cartões de crédito: Visa com Visanet, atual Cielo; e Redecard e Mastercard. “A novidade representa abertura de mercado para a entrada de novas credenciadoras, o que significa concorrência, redução de custos e fortalecimento das bandeiras regionais.”

Hoje 3,5 milhões de micro e pequenas empresas ainda não trabalham com cartão de crédito por diversos motivos, entre eles o alto custo, considerando que cada terminal tem aluguel mensal de R$ 120,00, fora taxas sobre vendas e pagamento da linha telefônica. A Visa e a Matercard, que detêm 90% do mercado, têm 1,7 milhão de maquinetas espalhadas. Isso demonstra que o mercado ainda tem muito para crescer. “Para fidelizar o cliente, a credenciadora pode, por exemplo, oferecer mais de uma maquineta e cobrar apenas um aluguel. A forma de captura também tende a ser alterada. Essas são nuances que tendem a surgir aos poucos”, explica André Dantas.

Uma outra mudança registrada pelo mercado de cartões de crédito e que ainda é reflexo da quebra da exclusividade foi o fortalecimento das bandeiras regionais. “As grandes credenciadoras estão procurando as bandeiras regionais para serem suas credenciadoras. Exemplo disso é a Coopercred, de Maringá, no Paraná, que fechou recentemente contrato com a Redecard. O cartão, que antes era aceito apenas na região de Maringá, agora pode ser utilizado em qualquer parte do país, via Redecard”, observa André Dantas.

A programação completa está no site oficial www.congressoc4.com.br e novidades podem ser acompanhas no blog (http://blog.congressoc4.com.br) ou Twitter (http://twitter.com/c42010).

PMEs apostam em Marketing de Experiência para crescerem

Companhias aderem ao modelo de ações inusitadas oferecidas por O Melhor Da Vida

Por Thiago Terra, do Mundo do Marketing

As pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras aderiram ao Marketing de Experiência para motivar funcionários e revendedores. O cenário tem como base duas vertentes: o controle de gastos que impedem uma premiação alta em dinheiro e uma experiência relevante que o participante dificilmente esquecerá. Especialista neste tipo de estratégia, O Melhor Da Vida oferece opções de experiências de acordo com o perfil da empresa e dos seus colaboradores.

Para as companhias, esta é uma forma de ativar as vendas principalmente em períodos de poucas transações comerciais. Já para os que concorrem ao prêmio, o serviço voltado para as PMEs engloba atividades que podem ser feitas em família, de acordo com a vontade do ganhador.

As opções de experiências oferecidas por O Melhor Da Vida são baseadas em pesquisas de desejos e tendências. Hoje, as mais procuradas estão entre as categorias Sport, Zen e Gourmet. O sucesso destas ações mostra que as pessoas necessitam de experiências de vida mesmo estando cercadas por avanços tecnológicos.

Desejo material X desejo vivencial
Transmitir o desejo material para o desejo vivencial. Este é o objetivo de O Melhor da Vida, segundo o CEO da empresa. Este tipo de premiação é interessante para as PMEs porque sai do convencional e faz com que a empresa se destaque perante os concorrentes, se for direcionada ao consumidor. O Experience Marketing integra o funcionário com a marca. “É a realização de pequenos desejos que eles podem compartilhar com a família. É uma tendência de mercado, já que cresce a preocupação com o bem-estar e com a saúde e a procura por soluções anti-stress”, afirma Jorge Nahas, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O serviço de experiência oferecido para as pequenas e médias empresas pela agência pode ser adquirido por R$ 49,00. O Melhor da Vida desenvolveu um programa de incentivo de acordo com a necessidade da contratante, em que o pagamento só é feito após a ação. “O desembolso acontece apenas se as metas forem atingidas. Não é um tiro no escuro, mas uma forma da empresa autografar o coração do funcionário”, conta Nahas.

O discurso é atraente. Um voo de balão, uma sessão de massagens em um Spa, a degustação de vinhos, um voo de asa delta… Tudo isso ajuda na construção da identidade de uma empresa que quer ser lembrada tanto por clientes quanto por funcionários com carinho. Indo de encontro ao impulso do consumidor de querer ter bens materiais, O Melhor Da Vida propõe a busca por se sentir mais vivo. “A experiência faz o coração bater mais forte, nos faz sentir mais humano e isso mostra que não precisamos do que é tangível”, acredita o CEO da agência.

PMEs apostam em experiências de Marketing para cresceremDirigir uma Ferrari não tem preço
A Frajo Internacional, distribuidora de perfumes e cosméticos, adotou as experiências para impactar os lojistas e seus vendedores. Há dois anos, a companhia investe em prêmios “vivos” para atingir as metas estabelecidas. “Ao todo, foram 134 lojistas participando, o que gerou um crescimento de 58%, em média, no volume de vendas”, diz o Brand Manager da Frajo, Liduardo Godoy (foto), ao Mundo do Marketing.

Tanto crescimento pode ser facilmente compreendido quando a experiência em questão é dirigir uma Ferrari na Itália. Esta experiência foi oferecida para três lojistas dos 15 que participaram. Estes terão a oportunidade de desfrutar do prêmio em julho, enquanto os outros 12 receberam carros gigantes de controle remoto e relógios originais da Ferrari. “Eles entendem que é algo distinto do que ganham sempre. A percepção do prêmio é diferente. Na época do Natal devemos oferecer uma ação para os vendedores com experiências mais baratas do que andar de Ferrari na Itália”, adianta Godoy.

É inegável que o Experience Marketing incentiva mais os colaboradores do que prêmios em dinheiro. Além disso, no caso das PMEs, as ações de experiência são uma forma de evitar grandes gastos. “É uma forma de chamar a atenção e incentivar os colaboradores a terem um melhor resultado por meio de um investimento reduzido”, salienta o Brand Manager da Frajo Internacional ao site.

Percepção maior e custo menor
A Formaplas conseguiu alavancar as vendas de móveis planejados no pior mês do ano para o setor: dezembro. Nesta época do ano, os arquitetos fecham seus escritórios para celebrar o final do ano, mas em 2009 foi diferente. A empresa realizou uma ação em que os arquitetos ganhavam pontos de acordo com as indicações feitas para a Formaplas. A ação fechou a cota mensal de vendas da empresa e inovou no quesito premiação.

Esta iniciativa fez com que a Formaplas entendesse que uma premiação de R$ 500,00 não tem o mesmo valor que oferecer um almoço com um chef de renome em um restaurante apurado. “Para as empresas pequenas, os prêmios em dinheiro devem existir em determinado momento do ciclo de vendas. As experiências inusitadas geram uma percepção maior por um custo menor”, avalia Ana Lucia, consultora de Marketing da Formaplas e responsável pela ação feita em parceria com O Melhor Da Vida.

O leque de opções de experiência é grande e o fato da pessoa poder escolher o seu prêmio é outro diferencial. “Ele escolhe o que quer dentro de um valor estipulado e isso deixa a pessoa mais motivada. O dinheiro acaba logo e será esquecido rapidamente. Por isso, já implantamos o plano de vendas anual com premiações trimestrais para os vendedores”, completa Ana.

BNDES aumenta crédito para negócios de menor porte

Participação de micro, pequenas e médias empresas sobe de 17,5% para 36,2% do total de desembolsos do banco

Vanessa Brito – Agência SEBRAE

Brasília -  A participação das micro, pequenas e médias empresas nos financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aumentou neste ano, chegando no primeiro semestre a 36,2% do volume de crédito liberado pela instituição. No primeiro semestre de 2009, a fatia desse segmento havia sido de 17,5%.

“Esse forte crescimento, em grande medida, tem a ver com o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que tem sido aproveitado por pequenas e médias empresas e aponta para um aumento da comercialização de máquinas e equipamentos no Brasil”, afirmou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, na entrevista em que divulgou os números, na manhã desta quarta-feira (11), no Rio de Janeiro. “O BNDES tem contribuído para desconcentrar o investimento da economia brasileira, abrindo espaço para a expansão do investimento das micro, pequenas e médias empresas”, ressaltou.

Diferenças

O  conceito adotado pelo BNDES para caracterizar a pequena e a microempresas, no entanto, é diferente da definição constante na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Na legislação, microempresa possui receita bruta anual até R$ 240 mil, e pequena empresa, entre R$ 240 mil e R$ 2,4 milhões. Para o BNDES, microempresas são aquelas com receita operacional bruta anual até R$ 2,4 milhões, e as pequenas empresas faturam de R$ 2,4 milhões a R$ 16 milhões por ano.

“A microempresa, na definição do BNDES, equivale ao segmento composto por micro e pequenas empresas na definição da Lei Geral. O Sebrae adota o mesmo conceito da legislação”, esclarece André Dantas, analista de acesso a serviços financeiros do Sebrae.

Crescimento

Apesar dessas diferenças, os dados indicam que o crédito do BNDES às MPE está de fato aumentando, mesmo tomando como base a definição da Lei Geral. Considerando o Boletim de Desempenho Mensal do BNDES, atualizado até julho deste ano, o volume de crédito para as micro e pequenas empresas (no conceito usado pelo banco) cresceu 91% em valores desembolsados e 132%, em número de operações, no período de agosto /2009 a julho/2010.

“Em termos de desembolso e número de operações, os elevados crescimentos percentuais, nos sete primeiros meses deste ano, apontam aumento do acesso a crédito do BNDES por micro e pequenas empresas”, ressalta Dantas.

De acordo com as informações divulgadas pelo banco, entre janeiro e julho deste ano foram desembolsados R$ 72,655 bilhões em crédito, dos quais 18% foram para micro e pequenas empresas (no conceito adotado pelo BNDES), 11% para médias, 7% para pessoas físicas e 64% para as grandes empresas.

“Seria importante se conseguíssemos identificar qual é a representatividade do segmento de microempresa nesse crescimento de concessão de crédito pelo BNDES”, acrescenta Dantas.

Cartão BNDES

Atualmente uma das boas opções para acesso a crédito na instituição é o cartão BNDES, que pode ser obtido nos bancos conveniados (Banco do Brasil, Caixa, Banrisul e Bradesco). “O processo de solicitação é mais simplificado e permite utilização imediata”, sugere o analista do Sebrae aos empresários de pequeno porte.

Simples Nacional tem 4 milhões de empresas

O grande número de empresas optantes pelo Simples Nacional reflete as vantagens do sistema criado em 2006 para substituir o extinto Simples Federal

Dilma Tavares, da Agência Sebrae de Notícias – Portal Exame PME

Brasília – Em vigor desde 1º de julho de 2006, o Simples Nacional já ultrapassou a marca de 4 milhões de empresas abrigadas nesse sistema tributário diferenciado. Nesta segunda-feira (9) foram contabilizadas 4.054.354 milhões de empresas. São 2,7 milhões a mais do que as 1,3 milhão que estavam no extinto Simples Federal e que migraram automaticamente para o novo sistema.

Criado pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06), o Simples Nacional é o regime simplificado e unificado de arrecadação de tributos dos micro e pequenos negócios. Ele substituiu o Simples Federal e os regimes estaduais e municipais, unificando a cobrança dos tributos. São seis taxas federais (IPI, IRPJ, IPI, CSLL, PIS, COFINS e INSS patronal), mais o ICMS estadual e o ISS municipal. Todos pagos num único boleto e numa só data.

Podem optar pelo Simples Nacional micro e pequenos negócios formais com receita bruta anual de até R$ 2,4 milhões da indústria, comércio e serviços – exceto profissionais liberais e o setor financeiro. Também são incluídos automaticamente no sistema os empreendedores individuais. Empreendedor Individual é o mecanismo jurídico que permite a formalização de trabalhadores autônomos como costureiras, manicures, pipoqueiros, chaveiros, borracheiros e vendedores de churrasquinho, entre muitos outros.

Dependendo da atividade e da situação, o Simples Nacional pode proporcionar redução tributária até de 70%. A entrada no sistema é opcional: é o empresário que avalia se é vantajoso fazer a opção para que sua empresa recolha tributos por esse sistema. A opção é feita em janeiro de cada ano. As novas empresas podem entrar logo que se formalizam.

Exemplos
O grande número de empresas optantes pelo Simples Nacional reflete as vantagens do sistema. “Minha empresa passou de micro para pequena graças ao Simples Nacional”, exemplifica o empresário Moacir Vidal, que atua no setor gráfico em Salvador e preside a Federação das Associações de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte da Bahia. A empresária Nerci Oliveira, de Goiânia, relata que “graças ao Simples Nacional” economizou e investiu no sonho de ter negócio de importação e exportação no mercado de confecções para noivas.

De acordo com o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, a superação a marca de 4 milhões de empresas no Simples Nacional “comprova o acerto em se promover a simplificação, a desoneração e a formalização das micro e pequenas empresas por meio da Lei Geral”. As empresas, explica, respondem positivamente contribuindo com o desenvolvimento econômico e social do País.

Como exemplo, Okamotto cita o fato de que, em 2009, quando o País atravessava os reflexos da crise financeira mundial, essas empresas geraram mais de 1,2 milhão de novos postos de trabalho, “encorajando o País a prosseguir na sua trajetória de desenvolvimento, de crescimento do emprego e de ampliação da massa salarial”.

Okamotto lembra, porém, que ainda há desafios a serem vencidos para que os benefícios do Simples Nacional possam ser usufruídos plenamente pelas empresas. Um dos empecilhos enfrentados por muitos pequenos negócios é a cobrança, por parte dos estados, do ICMS antecipado nas divisas estaduais e via substituição tributária. Isso, explica, anula a redução do imposto a que as empresas têm direito dentro do Simples Nacional. “É preciso aprimorar cada vez mais o sistema tributário, sobretudo para corrigir problemas como esses”.

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