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Participação das mulheres da classe D na renda familiar chega a 43%


por InfoMoney – http://www.empreendedor.com.br

A participação das mulheres no orçamento familiar é maior nas classes de baixa renda. Dados do instituto de pesquisa Data Popular mostram que 25% do total da renda da classe A vem da mulher, enquanto que na classe D essa participação chega a 43%.

O levantamento constata também que, nas classes de baixa renda, o percentual de mulheres que são chefes de família é maior que nas famílias com renda maior. Na classe E, 36% das mulheres chefiam a casa e na classe D, o percentual é de 32%.

Já nas classes A e B, 22% e 26% dos lares, respectivamente, são chefiados por elas, ao passo que na classe C, 30% das casas têm a mulher como a figura principal.

“A igualdade entre os gêneros está chegando mais rápido na baixa renda”, acredita o publicitário e responsável pelo levantamento, Renato Meirelles. “A mulher está indo mais rápido para o mercado de trabalho e já estuda mais do que o homem, por isso ela participa mais no orçamento da família”, completa.

Consumo
O instituto constatou que existe um grande número de crianças na classe D. O fato muda o foco de consumo das mulheres desse segmento. E, como são elas que determinam as compras da família, o levantamento identificou oportunidades de negócio que envolvem produtos infantis.

Nesse segmento, há um grande potencial de crescimento das vendas de produtos semiprontos e de produtos infantis. Além disso, o instituto acredita que há possibilidade de fidelizar esse público no momento em que ele começa a ser apresentado ao universo do consumo.

Carreira e aparência
Os dados ainda mostram que a relação que as mulheres fazem entre a aparência e a carreira é mais forte entre as que pertencem à classe D que entre as que pertencem aos segmentos mais abastados da população.

Para 75% das mulheres da classe D, cuidar da aparência eleva as chances de progredir na carreira. E, para 72% delas, estar na moda é muito importante, enquanto que 65% das mulheres das classes A e B acreditam nessa importância.

“Enquanto que, para a classe A, estar na moda é ser diferente e é quando todo mundo olha para você, para a baixa renda é passar despercebido, ser discreto”, explica Meirelles. “Para a mulher da classe D, estar na moda e cuidar da aparência é uma forma de se sentir inserida”.

O poderoso mercado nerd


O setor é formado por clientes exigentes, fiéis e que gastam muito


Por Rafael Farias Teixeira para Revista PEGN

Gabriel Rinaldi

OS TRÊS NERDS
Zunk (à esq.), Altavista (ao fundo) e Pranaltis (à dir.) uniram-se pelo interesse em colecionismo e pretendem criar o paraíso nerd na loja Limited Edition

Por muito tempo os nerds foram considerados párias por sua inaptidão social, suas péssimas escolhas de figurino, seus óculos de armações grossas e seus interesses um tanto herméticos para os não “iniciados”: quadrinhos, games, computação, ficção científica, RPG (Role Playing Game). A imagem estereotipada ficou para trás. Eles hoje representam um mercado lucrativo — e todos aqueles assuntos, que antes pareciam enfadonhos, passaram a atrair um público ainda maior. “Nós estamos vivendo ‘A Vingança dos Nerds’, porque esse é um mercado que está na moda. Ser nerd é in”, afirma Fábio Mariano, professor de comportamento do consumo aplicado da faculdade ESPM.

O Omelete, principal site de “nerdices” do Brasil, recebe mais de 1 milhão de visitas por mês. Marcelo Forlani, 34 anos, um de seus criadores, planeja um crescimento de 50% no faturamento em 2010 — encerrou o ano passado com R$ 1,2 milhão, fruto principalmente de publicidade. Furlani começou o Omelete em 2000, depois que sentiu falta de um veículo que falasse sobre quadrinhos. Reuniu-se com o amigo de infância, Érico Borgo, e começaram o projeto que hoje reúne outros assuntos de cultura pop para atrair um número maior de internautas. “Nós percebemos que, se fôssemos falar apenas de quadrinhos, iríamos ter um número muito limitado de visitantes. Por isso acrescentamos música, cinema e séries de TV.”

Consumidores fanáticos: eis o mercado gigante de que fala Forlani. “Um cara que sabe a escalação do América em 1943 é um nerd também, só que de esportes”, diz. É uma brincadeira. Por enquanto, ele não pretende sair da esfera cultural e tecnológica . O que ele quer dizer com sua frase é que o público de nerds — também conhecidos como geeks — cresce a cada dia. “No nosso trabalho, conhecemos várias pessoas que ‘saíram do armário’, que estão descobrindo que são nerds”, afirma Forlani. Os empreendedores que enxergam aí uma oportunidade têm que lidar com clientes exigentes, fiéis e dispostos a gastar muito dinheiro para ter aquele game, DVD ou gibi.

TUDO POR UMA COLEÇÃO

Os colecionáveis têm encontrado espaço confortável nas carteiras dos consumidores. São estátuas, bonecos, livros — em edições especiais e limitadas. O assunto pode variar entre quadrinhos, cinema, música, ficção científica, RPG, mas o importante é o caráter raro do item, como uma estátua fac-similar do personagem Jack Sparrow, da franquia cinematográfica Piratas do Caribe, com cabelo humano, roupas de verdade e assinada pelo ator Johnny Depp — vendida recentemente pela loja Limited Edition pela bagatela de R$ 10 mil.

A Limited Edition foi criada por um trio de amigos nerds, mas com formações diferentes: Stevin Zunk, 35 anos, médico; Daniel Altavista, 34, publicitário; e Rodolfo Pranaitis, 24, formado em educação física. “O Rodolfo já possuía uma loja on-line especializada. Mas não existia em São Paulo um espaço físico para a venda de colecionáveis”, afirma Zunk. “Nós geralmente comprávamos por sites estrangeiros ou durante viagens.”

Gabriel Rinaldi

DUAS GERAÇÕES, UM NEGÓCIO
Mesmo não gostando de quadrinhos, Camilo (à dir.), ainda ajuda o filho Ricardo com a loja especializada Comix

Com um investimento inicial de R$ 300 mil, a loja, que fica no bairro dos Jardins, em São Paulo, pode ser definida como uma grife para os nerds, mas seus donos pre¬ferem pensá-la como um paraí­so. “Queremos que a Limited Edition seja mais que uma loja — um local de referência para outros colecionadores”, diz Zunk. Há um espaço reservado e formatado como lounge, com máquina de café e acesso à internet para promover a socialização das pessoas que se interessam pelo assunto. “Daqui a alguns anos, o nosso sonho é ampliar esse ambiente.” A Limited Edition também investe em quadrinhos importados, DVDs e Blue-rays. “Não é apenas uma loja, é uma butique para um público que realmente procura coisas raras”, afirma o cliente Arthur Sauerbronn, 29 anos, chef de cozinha, dono de restaurante e colecionador desde pequeno. Na última vez que saiu da loja, Sauerbronn levou para casa uma réplica da bengala do Coringa.

No início, achar essas peças únicas acabou se mostrando o principal problema para o trio de empreendedores. “Eram sempre os mesmos fornecedores com os mesmos produtos”, diz Zunk. “Acabamos com essa dificuldade quando começamos a importar por conta própria.” A loja atende a encomendas específicas e tem um setor para procurar os itens mais desejados pelos colecionadores. Apenas oito meses depois de aberta, a Limited Edition acumulou um faturamento bruto de aproximadamente R$ 800 mil. “Hoje em dia o público é muito grande. Tudo que tem cultura pop é um pouco nerd”, afirma Zunk.

DAS BANCAS PARA AS LIVRARIAS

O crescimento da loja de quadrinhos Comix traz semelhanças com a própria evolução do mercado da chamada nona arte — as histórias em quadrinhos já são consideradas arte por muitos. Aberta por Carlos Mann em 1986 como uma simples banca de revistas especializada no assunto, a Comix tornou-se popular e cresceu o suficiente para se tornar uma loja de dois andares no bairro dos Jardins, em São Paulo. Hoje, é comandada por seu irmão Ricardo Jorge de Freitas Rodrigues, 37 anos, e por seu pai, Camilo, de 75. “O mercado era muito pequeno quando começamos”, afirma Rodrigues. “Hoje em dia temos uma gama muito extensa de títulos, que atinge os mais diversos públicos.”

Os quadrinhos no Brasil deixaram de ser artigo de bancas para tomar as estantes das livrarias com suas versões encadernadas e graphic novels (romances quadrinizados). “Até 2000, as livrarias no Brasil não queriam saber dos quadrinhos” diz Rodrigues. Nos Estados Unidos, onde o mercado é bem mais avançado, as revistas em quadrinhos movimentaram US$ 393,8 milhões em 2009 (até novembro).

A Comix fechou 2009 com um faturamento de R$1,5 milhão — um crescimento de 8% em relação a 2008 — e hoje fornece produtos para 30 lojas espalhadas pelo Brasil, conquistando públicos em cidades em que alguns títulos não chegam. Além dos 40 mil itens, nacionais e internacionais, o empreendimento possui um estoque com mais de 1 milhão de produtos. São, além dos gibis, DVDs, card games e outros produtos específicos, todos vendidos também pela loja on-line, lançada em 2005. Saber o que vai agradar aos fãs é uma grande dificuldade para quem resolve abrir uma loja no ramo. “Você nunca sabe o que vai vender. Às vezes, compramos 100 números de um que não sai, e 20 de outro, que se esgota”, afirma Camilo. Apesar de não compartilhar do gosto por quadrinhos dos seus filhos, ele ajuda nos (bons) negócios.

Gabriel Rinaldi

NOTA ALTA
Com sua paixão pelos games, Calil deixou o ramo de confecções para faturar R$2 milhões por mês em 11 lojas

O sucesso da Comix incentivou Rodrigues a promover o evento Fest Comix, feira de quadrinhos que acontece anualmente em São Paulo desde 2002. Os descontos oferecidos e a presença de diversas editoras atraem uma média de 12 mil visitantes. “É o que eu chamo de investimento de marca, porque ajuda a divulgar o nome da loja”, afirma. A Comix também participa de festivais em alguns estados para ajudar na publicidade da loja. Outro evento que mostra a força desse mercado no Brasil é o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), realizado de dois em dois anos em Belo Horizonte desde 1999. Em 2009, 75 mil pessoas passaram pelos estandes do FIQ no Palácio das Artes.

Em 2010, a Comix planeja se expandir por meio de franquias. E pretende criar mais uma feira de quadrinhos ligada a diferentes assuntos da cultura pop. “Se as editoras continuarem investindo como até o momento, estamos confiantes de que teremos um crescimento de 10% neste ano”, afirma Rodrigues.

NO MEU VIDEOGAME OU NO SEU?

Entre os interesses do nerd clássico, o que com certeza movimenta mais dinheiro atualmente é o mundo dos videogames. Jogue o primeiro joystick aquele que nunca se pegou tentando passar para uma nova fase ou “matar um chefão” em um game qualquer. Hoje, com a chegada de novos aparelhos que prometem incluir todos os membros da família, é difícil encontrar alguém que não tenha se tornado um astro do rock por um dia em Guitar Hero, ou tenha empunhado o controle do Wii como se fosse uma raquete de tênis. “Os games não são mais um nicho, são um segmento”, afirma o professor Fábio Mariano. “Em todas as classes sociais nós vemos um aumento da presença de videogames. Além disso, esses produtos se tornaram mais ‘amistosos’ e acessíveis para quem não era acostumado com esse universo.” Só em novembro de 2009, o mercado de games movimentou US$ 2,7 bilhões apenas nos Estados Unidos, e 1,26 milhão de unidades do console Wii foram vendidas, segundo a empresa de análise The NPD.

Se dependesse do pai, Marcos Calil, 41 anos, estaria bem longe desse mercado, cuidando das empresas da família no ramo de confecções. Ao completar 18 anos, ele recebeu do pai a proposta de administrar uma de suas lojas, mas recusou, justificando que preferia montar uma de games. “Na época eu já tinha um negócio meio de garagem, fundo de casa, sabe?” A primeira unidade da UZ Games surgiu na época do console Atari, em 1974, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, quando, depois da ausência do pai nos negócios, por conta de um ataque cardíaco, Calil resolveu transformar três lojas de roupas em três lojas de games. “Ele quase morreu, quando saiu do hospital, depois de três meses”, diz, rindo.

Em lojas de rua ele percebeu que o negócio não deslanchava. Era necessário evitar o público constantemente seduzido pela pirataria. “Para fugir da ilegalidade, nós precisávamos ir para os shoppings, pegar um público mais elitizado, disposto a gastar dinheiro para ter o produto oficial”, afirma. Calil investiu em cada uma das três primeiras lojas uma quantia (em valores atuais) de aproximadamente R$ 70 mil — ainda na época do cruzeiro novo — e hoje fatura R$ 2 milhões por mês, em média, com suas 11 unidades próprias. Apesar do alto custo — para abrir uma franquia da UZ Games em São Paulo é preciso um investimento de R$ 350 mil —, isso não parece ser um problema. A marca já tem 12 franqueados e está presente em três estados. Uma unidade pode faturar entre R$ 60 mil e R$ 150 mil por mês, com prazo de retorno do capital investido de um a dois anos. “Estamos no estado onde há mais pirataria no Brasil e conseguimos nos manter por 25 anos. O importante é achar um bom local e cativar um público que esteja disposto a comprar o produto original”, diz Calil. Ele planeja continuar sua expansão procurando franqueados nas principais capitais do Brasil e abrindo lojas em pontos estratégicos.

Não se pode afirmar que não haja criptonitas pelo caminho, mas a tendência é que esse mercado continue crescendo. “Abrir uma empresa nesse segmento é um excelente negócio. O segredo é que você trabalha com um público menor, mas obtém lucro maior”, diz o professor Mariano. Para o alto e avante.

COMO EXPLORAR O MERCADO NERD | 4 pontos para prestar atenção
Revista  PEGN
DIVULGAÇÃO
Participar de feiras e eventos centrados na especialidade do negócio ajuda a divulgar a marca e a trazer novos clientes. A utilização de redes sociais, como o Twitter, e parcerias com sites que falem sobre o tema também auxiliam a angariar novos compradores. Os nerds adoram conversar sobre suas áreas de interesse. Por isso, é estratégico participar de fóruns de discussão
Revista PEGN
FORNECEDORES
Mantenha uma rede de fornecedores confiáveis e que sempre ofereçam novos produtos. Os nerds procuram por novidades e qualidade. Não faça estoques de itens se você não tem certeza de que irão vender. Nesses casos, sempre trabalhe com encomendas por demanda
Revista PEGN
FIDELIDADE
Cative seu cliente como um amigo nerd. Ofereça sempre boas sugestões e atendimento cuidadoso. Assim, ele saberá exatamente o que comprar. Envie newsletters com novidades e descontos para clientes antigos e fiéis
Revista PEGN
FUNCIONÁRIOS
Em um mercado tão específico, é preciso contar com empregados que possam opinar e oferecer informações detalhadas sobre os produtos vendidos. “Mesmo que no início algum funcionário não seja nerd, acabará se tornando um, devido ao convívio com os sócios e os clientes”, afirma Stevin Zunk, da Limited Edition
QUANTO CRESCE O MERCADO NERD (EM %)
70% Livros de ficção científica

19% Livros de RPG

18% Smartphones e acessórios

15% Games

15% DVDS de ficção científica

10% Quadrinhos

5% Informática

-4% Séries de TV

Fonte: Dados da FNAC Brasil (2008-2009)

Classe D é a bola da vez


Consumidores com R$ 381 bilhões no bolso passam a comprar cada vez mais

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 16/03/2010
sylvia@mundodomarketing.com.br

Depois de todas as atenções voltadas para a classe C, chega a hora da classe D. Com R$ 381 bilhões para gastar em 2010 e expectativa de que a massa de renda ultrapasse a da classe B ainda este ano, é na D que o mercado encontra novos consumidores. Com o perfil de consumo diferente de todas as outras classes sociais, já que não pode arriscar e precisa fazer o orçamento render, as famílias da base da pirâmide aparecem como um desafio para o mercado, mas podem ser uma grande oportunidade para as empresas que conseguirem entendê-las.

Com uma cesta de produtos ainda reduzida, se comparada ao consumo das outras classes, esses consumidores estão em ascensão. O número de categorias consumidas passou de 21, em 2002, para 34, em 2009, segundo o estudo Tendências da Maioria, realizado pelo Datafolha/Data Popular. Entre os produtos que entraram para a lista de compras recentemente estão suco pronto, massa instantânea, detergente líquido, molho de tomate, creme de cabelo e amaciante de roupa. Esse número tende a crescer e não se limita ao consumo de massa.

Em 2010, estes consumidores pretendem adquirir computador, geladeira, moto, carro e viagens de avião. O segredo para vender para eles está em desvendar as diferenças e características desta classe, que muitas vezes se assemelham às da classe C. Saem na frente as marcas que apoiarem este consumidor no momento em que ele ingressa no mercado de consumo.

“O consumidor de classe D está sendo apresentado agora ao universo das marcas. Aquelas que souberem ensiná-lo que marca não é apenas status, mas que funciona como avalista de qualidade de um produto, tendem a ter a fidelidade desse público”, aponta Renato Meirelles, Sócio-diretor do Data Popular, em entrevista ao Mundo do Marketing.

 Venda deve ser assistida
Marcas que usem embalagem ou material de comunicação para orientar estes consumidores estão no caminho certo. A venda deve ser assistida, o que faz com que o papel do autoserviço seja menor na classe D, que prefere comprar em feira livre, no varejo tradicional ou com um vendedor porta a porta, para que receba explicações sobre a melhor maneira de usar o produto.

As categorias que pretendem conquistar o consumidor da base da pirâmide devem investir em embalagens e quantidades de menor desembolso, que deixem o consumidor seguro para arriscar e experimentar novos produtos. Já aquelas que estão consolidadas e são de presença contínua no dia a dia podem apostar em embalagens tamanho família, que tendem a ser mais econômicas.

Para as marcas de consumo de massa, a classe D é o segmento em que as chances de faturamento são maiores. “É um mercado muito grande, o que para os bens de consumo de massa é fundamental. Tem muito mais gente na classe D do que na A e na B”, conta Meirelles (foto).  Atualmente, são 71,3 milhões de pessoas que recebem até três salários mínimos. Até novembro de 2009, 30% da classe D havia migrado para a C, enquanto 55% mantiveram a mesma posição e apenas 15% caiu para a E. “O que a classe C for crescer virá da classe D, eles são os emergentes dos emergentes”, explica Meirelles.

Mulheres respondem por 43% do orçamento
Programas como o Bolsa Família são algum dos responsáveis por impulsionar o consumo entre essas famílias. Outro fator importante é o aumento do salário mínimo. O último reajuste, por exemplo, colocou R$ 27 bilhões na economia. Serviços educacionais, produtos de higiene e beleza e itens de informática são interesses que se destacam por serem vistos como um meio para aumentar o orçamento familiar.

De acordo com a pesquisa do Datafolha/ Data Popular, 25% dos entrevistados pretendem matricular seus filhos em escolas particulares. Atualmente, das 5,5 milhões de crianças de até 14 anos que estudam em colégios privados, 19,1% pertencem à classe D. Já o computador aparece como um dos principais bens a serem consumidos este ano, com 33% das intenções de compras. A beleza também é vista como um investimento para se destacar no mercado de trabalho.

Isso inclui as mulheres, que já chefiam 32% das famílias de classe D e respondem por 43% do total de rendimento. “A beleza é importante, pois elas tendem a ganhar mais dinheiro quando se apresentam melhor. A busca pela vaidade está relacionada ao resgate da autoestima, mas também é um investimento para se dar melhor no mercado de trabalho”, explica o Sócio-diretor do Data Popular.

Investir na classe D pensando no futuro

Na hora de se comunicar com este consumidor, a televisão ainda é o principal canal, mas não se pode negar o crescimento da penetração da internet neste grupo. “Este consumidor ainda é medroso para a compra on-line e o cartão de crédito é algo recente, mas a internet como fonte de pesquisa de preço já é um fato”, acredita Meirelles.

Com a consolidação da classe C e a ascensão da D, encontrar a forma ideal para se comunicar com este consumidor é o caminho para o sucesso das marcas que toparem o desafio. “Quem foi pioneiro olhando para a classe C olhe para a classe D. Eles são mais jovens e farão parte do mercado consumidor por mais tempo. Investir no futuro é investir na classe D, seja porque ela migrará para a classe C, ou porque tem mais a conquistar, já que a cesta de produtos é menor. As marcas que entenderem essa oportunidade têm grande chance de serem líderes de mercado no futuro”, aconselha do Sócio-diretor do Data Popular.

* com reportagem de Bruno Mello.

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