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Posts Tagged ‘Franquia’

Burger King mantém planos de expansão no Brasil


Presidente do Burger King do Brasil disse que Vinci e a master franqueada fizeram aumentar a velocidade de crescimento orgânico

Burger KingAcionistas do Burger King se reunião em assembléia para aprovar a venda (Joe Raedle/ Burger King)

A rede de fast food Burger King mantém seus planos de se expandir e alcançar 900 lojas ou pontos de venda no Brasil ao final de 2016. A ideia é tentar estar presente em todos os estados do país. Hoje, a empresa possui 230 lojas em 18 estados e 81 cidades brasileiras.

“Acreditamos muito no potencial de crescimento da marca e estamos otimistas com o Brasil. A desaceleração da economia preocupa, mas mantemos nosso plano de expansão e investimentos. O momento atual da economia é uma fase, faz parte do ciclo”, afirmou o diretor presidente do Burger King do Brasil, Iuri Miranda, a jornalistas.

Segundo ele, os brasileiros cada vez mais vão se alimentar fora de seus lares, pelo crescente emprego e até por terem novas experiências na alimentação. “Temos uma pesquisa que hoje, do total de refeições, 30% são realizadas fora dos lares brasileiros. Devemos chegar a 40% em 2020, nível atual dos americanos”, informou.

Histórico - O Burger King chegou ao Brasil em novembro de 2004, com três restaurantes em São Paulo. Em setembro de 2010, a 3G Capital – dos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, acionistas da ABInbev – comprou a rede global. Em julho do ano passado, com um aporte de valor não revelado da gestora de investimentos Vinci Partners, foi criada a master franqueadora Burger King do Brasil, que passou a ser a responsável pela gestão e o desenvolvimento da cadeia de lanchonetes no Brasil

“Com a Vinci e a master franqueada, a velocidade de crescimento orgânico aumentou. Temos mais autonomia, inclusive nos lançamentos de produtos”, explicou Miranda. Em 2011, a rede abriu 42 lojas, o que culminou num crescimento de 33% no total de estabelecimentos em relação a 2010, somando 174 pontos de venda. No primeiro semestre deste ano, o Burger King já abriu 56 lojas, mas não quis comentar quantos pontos de venda quer ter ao final do ano. Metade de seus estabelecimentos são franquias e metade lojas próprias.

O Brasil hoje é o maior país, em pontos de venda, da América do Sul da rede global, mas Miranda não descartou crescer via aquisições. Quiosques de café independentes ou dentro das lojas também estão nos planos do Burger King do Brasil, embora a rede ainda não tenha um prazo definido para isso.

Fonte: veja.abril.com.br (Com Agência Estado)

Franquia do McDonald’s na América Latina tem prejuízo de US$ 6,6 mi


Brasil é responsável por 47,2% do faturamento total e 37,5% das operações da Arcos Dorados na região

McDonald's em São PauloDesvalorização do bolívar venezuelano também influenciou o prejuízo da Arcos Dorados na América Latina (Paulo Fridman/Bloomberg/Getty Images)

A Arcos Dorados, maior operadora da franquia do McDonald’s na América Latina, faturou 976,9 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2013. O resultado representa um crescimento de 6% num cenário em que os ganhos de cada moeda local são convertidos em dólar. Em moeda constante, não considerando as variações das moedas locais dos 20 países em que atua, o crescimento da Arcos Dorados foi de 15,7%. Mesmo assim, a companhia teve um prejuízo de 6,6 milhões de dólares no trimestre, contra um lucro de 25,4 milhões de dólares no mesmo período do ano passado.

A justificativa para o resultado, segundo a Arcos Dorados, foi o impacto negativo de 15,4 milhões de dólares provocado pela desvalorização do bolívar venezuelano. O lucro ajustado da companhia antes da cobrança de juros, impostos, amortização e depreciação da companhia foi de 68,7 milhões de dólares, valor 12% menor que o registrado no mesmo trimestre do ano anterior. Quando se excluem as variações das moedas locais, o lucro foi 1,7% maior.

No Brasil, o faturamento da Arcos Dorados chegou a 922,5 milhões de reais no primeiro trimestre de 2013, com crescimento de 15,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Quando o valor é convertido em dólar, o crescimento fica de 2,4%, em virtude da desvalorização de 13% do real frente à moeda americana no período.

Segundo informações da companhia, o Brasil representou 47,2% do faturamento total e 37,5% das unidades operadas pela Arcos Dorados na América Latina, com 735 restaurantes. Ao todo, a empresa fechou o primeiro trimestre com 1.959 restaurantes.

Fonte: veja.abril.com.br

Franquia de publicidade em sacolas oferece investimento de R$ 25 mil


O público alvo da marca são jovens de 18 a 25 anos que queiram dar seus primeiros passos como empreendedores

Por Luiza Belloni Veronesi para Infomoney

SÃO PAULO – A franquia de publicidade em embalagens, Bagnews, procura empreendedores jovens para seu plano de expansão. Com investimentos a partir de R$ 25 mil, o público alvo da marca são jovens de 18 a 25 anos que queiram dar seus primeiros passos como empreendedores.

Atualmente, a marca possui 26 unidades abertas no País e uma em Sydney, na Austrália. Para este ano, a Bagnews prevê abertura de mais 50 franquias.

O franqueado irá comercializar anúncios em embalagens para empresas que procurem uma mídia alternativa e regional, como as sacolas sustentáveis e sacos de pão. A franquia pode ser aberta em casa, sem a necessidade de um ponto comercial ou qualquer outra despesa para ter sua própria agência de publicidade. A empresa ainda oferece três meses de isenção de Royalties aos franqueados.

Atualmente, a marca possui 26 unidades abertas no País e uma em Sydney, na Austrália (Divulgação)
Atualmente, a marca possui 26 unidades abertas no País e uma em Sydney, na Austrália (Divulgação)

Os comerciantes, que distribuirão a publicidade, ganham embalagens para distribuir seus produtos ao consumidor final.

Investimentos

  • Investimento total: R$ 25 mil (já incluída a Taxa de Franquia)
  • Taxa de Franquia: R$ 12 mil
  • Taxa de Royalties: isenta nos primeiros três meses (do 4º ao 6º mês serão cobrados R$ 350)
  • Capital de Giro: R$ 3 mil
  • Faturamento médio mensal: R$ 18 mil
  • Lucratividade do Franqueado: 35%
  • Prazo de Retorno do investimento: 12 meses
  • Tempo de contrato: 5 anos

Saladerie: conceito vencedor… quando será que vira franquia???


Opção leve – Saladerie, de São Paulo, traz menu assinado pelo chef Lucas Corazza com pratos inspirados em celebridades francesas

foto: Inspirado no conceito francês de comer bem para viver bem, o recém-inaugurado Saladerie, de São Paulo, traz um menu assinado pelo chef Lucas Corazza, com opções saudáveis para almoço e jantar, além de uma carta de coquetéis. As 12 saladas que compõe o cardápio são inspiradas em celebridades francesas, e recebem seus nomes.

Entre os destaques, a salada Simone de Beauvoir (R$ 32,90), que leva mix de folhas verdes, quinua ao pesto de ervas com pistache, spaghetti de pupunha, castanha de caju, minicebola caramelizada, pétalas de salmão e molho de framboesa, e a Carla Bruni (R$ 33,90), uma mistura de folhas verdes, arroz sete cereais, cogumelos shimeji, shitake e Paris, lâminas de amêndoas, queijo de cabra, ragu de pato e molho tare.

A casa também dá a opção de montar a própria salada e, para isso, o menu expõe mais de 60 itens para a criação, todos separados em bases, complementos, proteínas, molhos e crocantes.

Saladerie
Rua Mário Ferraz, 479, Loja 2, Itaim Bibi – São Paulo (SP)
(11) 3467-8004/3467-8006
http://www.saladerie.com.br

Fonte: Prazeres da Mesa

Franquia está isenta de ISS, decide TJ de São Paulo


Por Tadeu Rover – Revista Consultor Jurídico, 10 de março de 2013

Por entender que o contrato de franquia não caracteriza exatamente prestação de serviço, o Tribunal de Justiça de São Paulo tem determinado a não incidência de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, o ISS, cobrado pelas fazendas municipais. Ao julgar o pedido da Max São Paulo Franchising, a 14ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP reformou a sentença que não vislumbrou elementos seguros para conceder a não incidência do tributo.

Diante da sentença, a empresa, representada pelos advogados Gabriel Hernan Facal Villarreal e Marcos Felippe Gonçalves Lázaro, ambos do Creuz e Villarreal Advogados, ingressou com Agravo de Instrumento, alegando que o contrato de franquia é de natureza híbrida.

Ao analisar o caso, o relator, desembargador Nuncio Theophilo Neto, citou decisão do Órgão Especial do TJ-SP que entendeu que a “natureza jurídica híbrida e complexa do contrato de franquia, que não envolve, na essência, pura obrigação de fazer, mas variadas relações jurídicas entre franqueador e franqueado, afastando-se do conceito constitucional de serviços”.

Em outro processo, a empresa The Magic Nuts Comercial conseguiu susprender a cobrança feita pela prefeitura municipal de São Paulo. A empresa também foi representada pelos advogados Gabriel Hernan Facal Villarreal e Marcos Felippe Gonçalves Lázaro. Ao apresentar Apelação, os advogados alegaram que a franquia não se insere no conceito de serviço da Constituição Federal e que a cobrança exigida com base no item no 17.08 da Lei Complementar 116/2003, reproduzido no item 17.07 da Lei municipal de São Paulo 13.071/2003, é inconstitucional.

A 15ª Câmara de Direito Privado, por unanimidade, acolheu a tese da empresa. No entendimento do colegiado, a franquia é um contrato de natureza híbrida e complexa, fundamentalmente uma cessão de direito de uso de marca ou patente e, portanto, não se caracteriza exatamente como efetiva prestação de serviços, descabendo alterar a definição e o alcance de seu conceito, à luz do artigo 110 do Código Tributário Nacional.

De acordo com o relator do processo, desembargador Silva Russo, a cobrança afronta o artigo 156, inciso III, da Constituição Federal, que delimita a competência sobre quais impostos os municípios podem instituir.

Tadeu Rover é repórter da revista Consultor Jurídico.

Como a franquia deve prestar conta aos franqueados


Especialista fala sobre a prestação de contas pela franqueadora aos franqueados

Editado por Priscila Zuini, de

Caderno e caneta

Como a franquia deve prestar conta aos franqueados 
Respondido por Adir Ribeiro, especialista em franquias

A questão mais relevante nesse processo não se refere à obrigação da prestação de contas somente, mas à necessidade de busca de alinhamento da franqueadora com a sua rede. É um processo muito mais de convencimento e compartilhamento de informações do que imposição.

Apesar, obviamente, do sistema de franquia ter regras, padrões e processos operacionais rígidos e esse é um dos principais pilares do negócio, a busca pelo engajamento dos franqueados tem maior peso nesse contexto atual do que a imposição.

Quanto mais complexas se tornam as organizações e mercados, maior será a necessidade de delegar responsabilidades para as pessoas e, nesse caso, podemos nos referir aos franqueados e suas equipes.

Uma das obrigações da franqueadora no que se refere à prestação de contas está a gestão do seu fundo de Marketing (em algumas redes também é chamado de Fundo de Publicidade ou Propaganda). Por se tratar de recursos oriundos da rede de franquias, o uso da verba deverá seguir regras previamente acordadas no sistema de franchising.

Nesse caso, haverá a necessidade de prestação de contas dos recursos angariados da rede por meio da taxa de marketing e também de todos os gastos dessa conta, que deverá ser administrada pela franqueadora (algumas vezes os comitês ou conselhos de franqueados o fazem também, dependendo da rede). O processo comumente usado é o envio de um extrato com o descritivo de todos os gastos e receitas, bem como o orçamento dos próximos períodos.

Esse processo é semelhante à administração de uma verba de condomínio e é possível imaginar e antecipar vários problemas que podem acontecer na relação entre franqueadora e franqueados, dificilmente sendo conquistado um consenso que agrade todas as partes.

Essa prestação de contas deveria ser precedida de um planejamento de marketing que busque o alinhamento da rede e a redução de conflitos, já que o tema gera discussões muitas vezes acaloradas e pouco efetivas – ou como dizemos no mundo do franchising, muito calor e pouca luz.

Adir Ribeiro é especialista em franquias, varejo e educação corporativa e fundador da Praxis Business Envie suas dúvidas com a palavra franquias no assunto da mensagem para examecanalpme@abril.com.br

Grupo português investe em franquia educacional no Brasil


Empresárias investem meio milhão em unidade-piloto e compra da marca Morangos.

O Grupo Onebiz, líder português no mercado de franchising, com representação em 29 países, está ampliando sua atuação no Brasil. A empresa efetivou a negociação da marca Morangos, que atua na área educacional, para a implantação da primeira unidade brasileira na cidade de Sorocaba, localizada a 75 km de São Paulo.

Com investimento inicial de R$ 500 mil, as empresárias Maisa Leite Lemos e Isis Leite Lemos passam a ser detentoras da marca Morangos no Brasil e responsáveis pela ampliação da rede no país. A negociação teve início em outubro do ano passado, quando Maisa decidiu investir na implantação de um sistema de educação, voltado para o ensino infantil, que tivesse como base o modelo europeu.

A iniciativa de Maisa em procurar a rede Morangos veio ao encontro do interesse do empresário português Pedro Santos, presidente do Grupo Onebiz, que procurava parceiros no Brasil para o lançamento da sua primeira unidade internacional. Foram pouco mais de quatro meses entre negociações e treinamento até que as empresárias brasileiras se habilitaram como Master Franqueadas da rede Morangos no país.

Antes mesmo da inauguração da primeira unidade educacional da marca em Sorocaba, prevista para o segundo semestre deste ano, Maisa e Isis, juntamente com o presidente da Onebiz, já têm uma agenda de encontros para negociação com empresários da capital paulista que demonstram interesse na franquia. A primeira mesa de negociação está marcada para o dia 18 de abril. “Nosso objetivo é chegar a 100 unidades da Morangos instaladas no Brasil nos próximos três anos”, estima Maisa.

Grupo Morangos

Atualmente com 60 unidades espalhadas em diferentes regiões de Portugal, o Grupo Morangos teve origem em 1997. Cinco anos depois teve início a expansão da marca por meio de franchising.

No Brasil, o investimento inicial na franquia varia de R$ 150 mil a R$ 300 mil, dependendo da região e modelo de instalação, com retorno do investimento entre 12 e 18 meses. A taxa de franquia é de R$ 40 mil por módulo instalado, com royalties de R$ 400 por mês no primeiro ano. O contrato mínimo é de 10 anos.

A rede atua nas áreas de Berçário (crianças de 0 a três anos) e pré-escola (de três a seis anos), além de oferecer o módulo de Academia de Estudo, para atividades extraclasse, e o Fun Park, voltado para recreação e festas infantis. Todo o material didático e metodologia de ensino são fornecidos pela rede, com o treinamento de seus franqueados. A rede mantém também apoio técnico para instalação e gerenciamento de software específico da metodologia, treinamento em gestão, marketing e material de divulgação.

Fonte: http://www.metanalise.com.br

BHG: R$ 1 bi em investimentos, franquias e a América do Sul


Fonte: Hôtelier News

 

A construção de 40 hotéis nos próximos sete anos – com investimentos na casa dos dez dígitos, beirando R$ 1 bilhão -, a criação de um modelo de franquias voltado a independentes e a pretensão de extender os voos do BHG (Brazil Hospitality Group) pela América do Sul. Esses foram os temas que nortearam minha conversa, numa quarta-feira de março último, com Pieter Jacobus Franciscus van Voorst Vader, CEO do grupo hoteleiro que é parte do fundo GP Investments.
O executivo, que me recebeu junto de duas assessoras numa sala de reuniões de um edifício da zona sul da capital paulista, esta à frente de tais intentos.
Tomávamos café num cômodo sem janelas do décimo andar enquanto o holandês contava sobre seu primeiro contato com a indústria da hospitalidade, quando da graduação em Hotelaria. Depois se formou mestre na disciplina, tendo estudado em Miami, Estados Unidos, e fez um MBA. “Nunca atuei na hotelaria, trabalhei por anos no departamento de Marketing da Shell, em quatro ou cinco países”, relembra, num tom de voz que carrega ranços de seu idioma materno, apesar de sonoramente dominar a língua portuguesa.
“Depois eu vim morar no Brasil. Compramos o Bob’s [grupo de fast-food], junto de alguns amigos, e conseguimos salvar a rede – que na época estava falindo. Hoje o Bob’s é relativamente grande”, menciona.
Há quatro anos, foi convocado pela GP Investments para montar o braço hoteleiro da empresa. Desde então, adotou uma estratégia incisiva – tida por muitos como agressiva – para consolidar os planos imbuídos à sua função.
O grupo tem hoje 46 hotéis no País e 13 projetos em desenvolvimento – com um mix de aproximadamente 50% de empreendimentos próprios e 50% administrados. A prática não é comum na indústria hoteleira do País, uma vez que a maioria das empresas tende a voltar seus negócios somente à gestão.
Justamente por ter essa política para aquisição de prédios, alguns concorrentes – que vez ou outra operam as unidades hoteleiras – não ficam satisfeitos quando o BHG assume o hotel.
O presidente do BHG, Pieter van Voorst Vader
(fotos: Dênis Matos)
Episódio recente, ainda sem prévia para término, foi a disputa travada na Justiça por conta da compra do imóvel do Rio Palace – que hoje atua com bandeira Sofitel, da Accor Hotels. A unidade era de propriedade da Verplan Hotéis e Turismo – sociedade em recuperação judicial desde 2006 – e foi adquirida pelo BHG no último dia do leilão. “Se nenhuma empresa tivesse feito a compra, a empresa teria falido”, alega o presidente, com tom sereno. “Quando um proprietário não quer mais manter a marca hoteleira em seu prédio, é porque está insatisfeito com os lucros”, ataca.
A Accor se manifestou contra à medida e apresentou garantias bancárias no valor de R$ 184 milhões – como tentativa de exercer seu direito de preferência para a compra de um dos edifícios mais cobiçados da capital fluminense. O imbróglio teve seu último capítulo quando o BHG recorreu contra a decisão da Justiça, e por assim ficamos até então, obrigado.
É neste cenário que Pieter van Voorst Vader tem contracenado, alavancando negócios em cidades com economia robusta e com demanda por hospedagem – mesmo que isto seja sinônimo de insatisfação de seus pares do mercado -, somando, anualmente, mais de 1,5 mil quartos ao portfólio da rede que representa.
No ano passado, sublinhe-se, a companhia registrou seu primeiro lucro líquido, com receita operacional de R$ 176,6 milhões. Encerrou o ano com R$ 44,6 milhões em caixa e dívida de R$ 244,2 milhões, com dívida líquida de R$ 199,6 milhões. O Ebitda Hoteleiro (índice que avalia lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 58,2 milhões em 2011. O RevPar (indicador de rentabilidade que considera ocupação e diária média) foi de R$ 153,8 – 23% acima do medido no ano anterior.
Entre essas idas e vindas, resolvi sentar à mesa com Vader para entender o papel do BHG – terceira maior rede do País, atrás da Accor e da Atlantica – no mercado nacional. Quando o entrevistei, descobri que, entre outras coisas, pouco mais de 30% do valor da diária paga num hotel do grupo vai para o bolso do investidor; que há planos para cidades com baixa demanda hoteleira; e que a rede promete pintar o restante da América do Sul da cor do Sol, assim como aparece em seu logo na área brasileira do mapa.
Por Dênis Matos
“Nós só pintamos o Brasil de amarelo mas vamos pintar
outras partes. Temos projetos para isso, porém ainda há
muito que crescer no Brasil”
Hôtelier News: Em praticamente quatro anos o BHG já é o terceiro maior do País e carrega uma bandeira internacional, da Louvre. O nome da rede europeia, no entanto, é pouco citado. É uma escolha manter essa independência?
Pieter Voorst Vader: Quando começamos o BHG, nós incorporamos um grupo de São Paulo que se chama Chambertin, que já tinha o contato com o Louvre por meio da Golden Tulip. É uma marca que tem quase 50 anos de vida no mercado hoteleiro, baseada na Holanda. Depois de um ano, o Starwood Capital, que é um fundo parecido com o GP, comprou a marca Golden Tulip – e juntou isto na administração da Louvre Hotels, que é um grupo francês. A Golden Tulip é uma das marcas que pertence ao Starwood Capital, mas quem faz a gestão desta bandeira é a Louvre Hotels – à qual temos uma licença.
A nossa relação é com a marca. Logicamente falamos com os gestores dela, a Louvre, mas é uma empresa como o BHG, que faz a administração da bandeira.
HN: Por ter essa chancela internacional, há previsão de expansão para a América Latina?
Vader: Quando nós formamos a empresa, inclusive, nós a chamamos de Latin America Hotel, antes que fizéssemos a fusão com a Invest Tur. Mas aí mudamos o nome para BHG. A ideia inicial era se desenvolver na América Latina, tanto que no logo há toda a América Latina. Nós só pintamos o Brasil de amarelo mas vamos pintar as outras partes. Temos projetos para isso, porém ainda há muito que crescer no Brasil.
A América Latina tem que ser bem pensada, não adianta você entrar com um hotel na Argentina e outro no Uruguai, é preciso fazer como fizemos no Rio de Janeiro, e até mesmo com a Solare agora no Nordeste e Norte. Aqui de São Paulo você não consegue gerenciar esta região do País bem, por isso agora temos uma plataforma com a Solare. É a mesma coisa que pretendemos fazer na Argentina ou na Colômbia. Há planos, mas tem que ser uma oportunidade boa.
HN: Nesses últimos anos a busca por projetos hoteleiros se acirrou na América Latina, em especial no Brasil. Há possibilidade de haver problemas por todos investirem nas mesmas praças do País, ainda que haja demanda?
Vader: São Paulo tem pouco risco de ter superoferta. O modelo brasileiro de crescer ainda tem base nos condo-hotéis e nos apart-hotéis. Muitas pessoas que investiram nessas unidades perderam dinheiro ou pelo menos não tiveram o retorno esperado. Na capital paulista, aparentemente, se aprendeu a lição e será muito mais difícil ter outra explosão aqui. Mas isso não vale para outras cidades, que têm grande risco de ter superoferta, como Salvador e Manaus.
Já o Rio de Janeiro tem sua atração turística eterna. Acredito que haverá áreas no Rio com superoferta. A Barra da Tijuca, por exemplo, pelo número de hotéis que estão sendo construídos por lá, possivelmente, pode ter problemas após os eventos esportivos. Agora, Copacabana, Ipanema, centro e zona sul vai ser tranquilo.
HN: Tem sido complexo atuar nessas praças?
Vader: É até engraçado. No Rio, apesar de tudo, é mais fácil você achar hotéis existentes para isso. Obviamente é questão de negociação, de alguém que queira vender e alguém que queira comprar. Em São Paulo, por conta dos apart-hotéis, você não tem muitos proprietários individuais, é muito mais complexo. Você pode ir num apart e comprar unidade por unidade, mas é algo complexo.
HN: Vocês não pensam em trabalhar desta forma em São Paulo?
Vader: Temos oito hotéis na capital paulista. São sete próprios e um administrado. Nós sempre olhamos as oportunidades, mas tudo é uma questão de retorno. Participamos até de algumas concorrências, mas não vamos pegar qualquer prédio. Queremos pegar prédios bons de ser administrados. Vamos crescer na cidade, mas é questão de momento certo.
Sobre o imbróglio do Sofitel Rio de Janeiro:
“Não seria preciso nem chegar a uma recuperação judicial.
Quem está lá dentro e conhece todos os credores é a Accor.
Ela poderia ter feito ofertas, alinhado isso com os credores.
Mas não fizeram nada. Por isso não acho agressivo”
HN: O senhor mencionou oito hotéis próprios em São Paulo. Praticamente 50% do portfólio do grupo é desta forma, com empreendimentos da rede. É complicado seguir este modelo no Brasil?
Vader: São vários os modelos. Você vê o modelo da Accor, que agora está com uma estratégia de asset-light e não quer mais ser proprietária dos prédios. Ela já tem mundialmente muitos quartos e, por isso, a gestão do empreendimento gera negócios de porte. Numa administradora pequena, mesmo tendo 20, 30, 40 hotéis, seu negócio financeiro é muito pequeno. É como franquia, um franqueador com 50 franquias é totalmente diferente daquele que tem duas, a escala de negócios é completamente diferente.
Considerando que queremos nos transformar numa empresa de porte, a exemplo de ter capital aberto, o bolo financeiro tem que ser de porte. Isso só é possível de se criar se formos proprietários dos edifícios de hotéis. Financeiramente, eu diria, nós já somos a segunda empresa hoteleira do País, em termos de geração de receita e de Ebitda. Embora a Atlantica tenha mais quartos do que nós, já passamos ela neste sentido. Queremos criar uma empresa perene, de porte, listada na Bolsa de Valores, isto quer dizer que teremos que crescer dessa maneira.
No entanto, não é sinônimo de que daqui a 50 anos, quando eu já estiver morto e o BHG tiver 500 mil quartos no mundo, esse modelo será o mesmo. Nada é eterno. Contudo, hoje, acreditamos que nosso modelo de crescimento misto é melhor para criar uma empresa de porte.
HN: Falando em Accor, e a questão do Sofitel Rio de Janeiro? Este é o único caso que foi para a Justiça?
Vader: Este é o único caso que temos na Justiça. Quem entrou nisso foi a Accor. Era uma massa em recuperação judicial, tinha um processo judicial e os termos de compra e venda estavam definidos pela juíza. Nós fizemos a oferta no último dia do programa. Se nenhum grupo tivesse feito a compra, a empresa teria falido. Nem nós e nem ninguém poderíamos comprar. Fizemos tudo conforme a lei permitiu. Quando a juíza homologou a compra dentro do plano judicial, nós depositamos o dinheiro. A Accor resolveu pleitear o direito de preferência.
HN: Não é uma estratégia agressiva, buscar imóveis que tenham essa possibilidade?
Vader: Eu não acho agressivo. Se há alguém que poderia ter comprado este prédio do Sofitel Rio em condições vantajosas com os credores era a própria Accor. Não seria preciso nem chegar a uma recuperação judicial. Quem está lá dentro e conhece todos os credores é a Accor. Ela poderia ter feito ofertas, alinhado isso com os credores. Mas não fizeram nada. Por isso não acho agressivo. Se uma empresa é falida, tem um processo judicial que é público e não está escondido na gaveta, todo mundo pode pegar as condições disso.
Nós fizemos. Antes consultamos nossos advogados para ver se teríamos direito disso, e eles afirmaram claramente que não haveria problemas. Não foi agressivo, foi uma oportunidade.
“Se uma empresa se propõe a trabalhar
só com resorts e realmente andar nessa linha,
é uma área que pode ser desenvolvida.
Quem faz o Porsche não faz o Fiat Uno,
acho que não podemos misturar”

HN: Essa postura é a mesma com hotéis independentes, de buscar condições para prédios em locais estratégicos?
Vader: Os três hotéis da Luxor nós compramos do proprietário. Outros também. Na verdade, quando o proprietário está querendo vender prédios é porque ele não está satisfeito com a administração e com o rendimento que ele tem. As pessoas falam que o BHG compra porque querem tirá-los de lá, e não é isso. Quando um proprietário não quer mais manter a marca hoteleira em seu prédio, é porque está insatisfeito com os lucros. Se ele está feliz com a forma que o hotel está rodando e tem um bom rendimento, não vai vender.
HN: Você diz que o modelo do BHG é atrativo. Quanto do valor da diária vai para o bolso do investidor?
Vader: Nosso modelo é baseado no Ebitda. Em nossa margem, que nós declaramos como meta, é chegar em 3% de Ebitda depois que o overhead da administração foi pago. Então o hotel, na média, tem que chegar a 34, 35% dependendo da praça, e a rede tem 5% para pagar os custos.
HN: Há possibilidade de expandir o modelo econômico da bandeira Soft Inn para outras praças?
Vader: Nós estamos modelando uma franquia baseada na marca Soft Inn. Entendemos que é um hotel simples, que pode ser utilizado em praças com menor demanda, onde o dono não precisa de coisas sofisticadas, é algo mais simples. Estamos tentando viabilizar as franquias neste modelo. A Soft Inn é ótima para isso, é simples mas bem feita. O modelo deve estar pronto nos próximos três, quatro meses.
HN: E o segmento de lazer? A Invest Tur tinha planos de fazer algo para esse mercado, isso prevalece?
Vader: Não. Nosso foco é 100% corporativo. O que não deixa de ser misto em alguns lugares. No Rio você vai num hotel e encontra gente saindo de terno, de sunga. São dois clientes que andam juntos. Nosso foco é aproveitar essa área, não para o lazer.
“Muitas redes anunciam algo com a incorporadora sem
analisar que ela não vai colocar dinheiro algum.
A administração do hotel também não. Ou seja, falta a
parte mais importante: quem vai botar dinheiro”
HN: É algo que tem a ver com modelo de gestão adotado?
Vader: É preciso ter foco, por isso a escolha. É um cliente diferente o de lazer. Este setor, sozinho, continua sendo difícil no Brasil, se pensarmos no caso dos resorts. Acho que se uma empresa se propõe a trabalhar só com resorts e realmente andar nessa linha, é uma área que pode ser desenvolvida. Quem faz o Porsche não faz o Fiat Uno, acho que não podemos misturar.
HN: Vocês falam de crescer 1,5 mil quartos por ano. Há demanda para isso?
Vader: Nossos quartos, em geral, não são quartos novos. Esse crescimento acontece com hotéis que passam a ser geridos por nós. Com a Solare nós já chegamos a 1 mil quartos somente este ano, mas é nova administração. Vamos continuar buscando isso. Estamos com projetos de construção também, mas em praças onde praticamente não há oferta, há duas ou três pousadas. Temos buscado regiões com petróleo, o próprio exemplo de Palmas, que é uma cidade voltada ao agronegócio.
Mapeamos o Brasil inteiro e acreditamos haver umas 40 cidades que têm potencial para se colocar hotéis adicionais.
HN: São projetos para quanto tempo?
Vader: Nós começamos quatro construções no ano passado e para este ano pretendemos iniciar oito. São oito construções. Em cinco anos nós começamos esses 40 e, em sete anos, esses projetos estarão prontos. Depois vamos avaliar se vale a pena fazer mais ou menos.
Com essa metodologia, nosso crescimento de 1,5 mil quartos por ano, até 2014, já está garantido. Agora, oportunidades de administração ou aquisição de outros ativos existentes, obviamente, nós vamos perseguir também.
HN: E qual é a previsão de investimento neste megaprojeto?
Vader: É um projeto total que beira R$ 1 bilhão, durante sete anos, aproximadamente. É óbvio que parte disso será alavancada com trabalhos com o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e outras instituições deste tipo. Porém, 40%, pelo menos, vai com capital próprio, nosso ou de investidores. A aquisição, obviamente, não se sabe. Alguém amanhã, quem sabe, quer vender o melhor hotel de São Paulo.
HN: O senhor falou da viabilização de investimentos por parte do Estado. É complicado alinhar isso?
Vader: O BNDES em geral é um dos bancos mais profissionais que eu conheço. Eles são detalhistas, pois é dinheiro público, é preciso zelar para que isso funcione. Você precisa entregar mil certidões. Por exemplo, se uma empresa deixou de pagar um imposto lá atrás e quer um financiamento, logicamente, ela não vai conseguir. A grande dificuldade, em minha opinião, é a maneira de gestão de várias empresas hoteleiras, aliás, de qualquer indústria, que não é suficientemente organizada para lidar com essa burocracia.
Fora isso, a linha de crédito não é uma garantia automática que gera dinheiro. Você tem que ter projeto, provar que aquilo é viável. De qualquer forma, é necessário que seja um processo zeloso, feito de forma completa, pois é dinheiro do Estado.
HN: Hoje você tem ideia de qual é o capital retido na mão do BHG?
Vader: Fizemos uma avaliação recente em alguns prédios. Nessa última leitura mensuramos cerca de R$ 860 milhões em prédios que temos hoje. Mas é algo que precisa ser sempre refeito porque os prédios tendem a ser reavaliados. Estamos numa crescente disso, próximos de R$ 1 bilhão.
Agora, nós melhoramos muito os prédios também. Nós temos casos de prédios que antigamente gerava R$ 1 milhão de Ebitda e hoje estão gerando R$ 10 milhões.
“Têm profissionais que não se identificam conosco,
não acham legal trabalhar com nosso modelo”
HN: E como tem sido a relação do BHG com incorporadoras?
Vader: Temos trabalhado com muitas incorporadoras, e isso tem funcionado bem. O que evitamos, e que é comum ver acontecer no mercado, é assinar contratos longos, para construção de 50 hotéis, por exemplo. E aí de repente esse contrato não sai. Se você pega os anúncios que foram feitos há dois anos e analisa o que se materializou é possível ver que é muito pouco.
Nosso projeto é fazer 40 hotéis, mas anunciamos um por um. Sempre com contratos separados. Anunciamos recentemente um que vamos fazer em Campo Grande. Foi assinado, aprovado pelo conselho, reservamos o dinheiro para o projeto e, só depois disso, anunciamos. É muito fácil anunciar um projeto com a incorporadora A, B ou C que vai fazer muitos hotéis.
Antes disso, tem que haver o investidor. Muitas redes anunciam algo com a incorporadora sem analisar que ela não vai colocar dinheiro algum. A administração do hotel também não. Ou seja, falta a parte mais importante: quem vai botar dinheiro. E o dinheiro, um dia, vai aparecer, se o mercado e o projeto são bons isso ocorre. Mas não é o anúncio que vai viabilizar isso.
HN: Com essa demanda crescente de quartos novos e administrados, notadamente, a empresa precisa ter um número equivalente de funcionários. O BHG pensa em ter uma escola para capacitar os profissionais?
Vader: Nós fizemos uma escola menor, aqui em São Paulo, onde as pessoas são treinadas – voltada para cargos mais operacionais. Fizemos também um projeto com trainee no ano passado, com cinco profissionais. Todos agora estão prontos e vão começar a trabalhar como assistentes de gerentes para depois chegar à gerência. Neste ano, em vez de cinco vamos fazer com oito. São pessoas com potencial, mas é algo que precisa de um ciclo completo de preparação.
Por outro lado, a GP também tem investimentos na universidade Estácio. Pretendemos estreitar esse relacionamento nosso com eles, para ajudar na formação de nossas equipes.
HN: Quando vocês assumem a operação de um hotel novo é comum que troquem a equipe?
Vader: Em geral, nós absorvemos 80, 90% das pessoas existentes. Não é aquela coisa de que quando chegamos todos estão fora. Mas avaliamos as pessoas, e elas nos avaliam. Têm profissionais que não se identificam conosco, não acham legal trabalhar com nosso modelo. Neste caso tudo bem, elas mudam. Mas, na média, é feito algo de forma racional, entrevistando toda a equipe. Em geral, falamos com as lideranças para identificar nas equipes quem eles consideram bons ou ruins. A liderança, nesses casos, vê um momento de poder mudar sua equipe.
Serviço
www.bhg.net

Franquia mexicana confirma novo parque de diversões em SP


A jornalista Glória Maria e os executivos da empresa estiveram presente na carimônia

A jornalista Glória Maria e os executivos da empresa estiveram presente na carimônia
Foto: Divulgação


A empresa de entretenimento KidZania inaugurou nesta terça-feira a pedra fundamental para o primeiro parque da companhia no País. O projeto é uma cidade em proporções infantis destinada as crianças. O empreendimento, que ocupará o espaço do antigo Parque da Mônica no shopping Eldorado, em São Paulo, conta com investimentos de R$ 30 milhões e irá gerar cerca de 500 empregos.”É uma grande satisfação trazer a KidZania ao Brasil”, afirmou em nota Emilio Medina, pesidente da KidZania Brasil. A inauguração do parque está prevista para 2013, tendo capacidade para receber cerca de 1,2 milhão de visitantes por ano. A KidZania afirmou que pretende abrir outras unidades nas cidades do País nos próximos anos.A expectativa para 2013 é de um faturamento de R$ 80 milhões, conforme informações da assessoria de imprensa da kidZania. Criada em 1999, a rede está presente em Tóquio, Seul, Lisboa, Koshien, Dubai, Cairo, Jacarta, Kuala Lumpur, Santiago, Cidade do México (Santa Fé e Cuicuilco) e Monterrey e já recebeu cerca de 20 milhões de visitantes, segundo a empresa. De acordo com a assessoria, o conceito do parque é baseado no “edutenimento”, voltado para crianças de 2 a 14 anos ” que fundamenta-se em educação, sustentabilidade, cidadania e diversão.”

Conheça as marcas que apostarão em franquias em 2012


Contando com seis unidades próprias em São Paulo, a Temakeria e Cia se lança agora como franquia para crescer nacionalmente. Foto: DivulgaçãoContando com seis unidades próprias em São Paulo, a Temakeria e Cia se lança agora como franquia para crescer nacionalmente
Foto: Divulgação

O mercado de franquias vai bem, obrigado, e caminha para ficar ainda mais aquecido. Animadas com as boas perspectivas do segmento, marcas nacionais e estrangeiras estão adotando este modelo de negócios. “Com os países da Europa e também os Estados Unidos engatinhando na recuperação econômica, muitas franquias internacionais têm interesse em investir no Brasil”, explica Cristina Franco, vice-presidente da ABF (Associação Brasileira de Franchising). Em 2011, 16 missões com representantes de franquias estrangeiras visitaram o País para fazer estudos de viabilidade econômica.

Os investidores estão de olho no potencial de crescimento do setor. O número de novas franquias tem crescido em ritmo acelerado no mercado brasileiro. Em 2001, havia apenas 600 marcas atuando com esse modelo de negócios. Em 2007, o número dobrou: 1.197. No final de 2011, eram 2.031 marcas.

O ótimo resultado é fruto do fato de que não só as redes querem ampliar o número de unidades, como também que indústrias querem estabelecer operações independentes de grandes redes varejistas. Enquanto grandes empresas do setor criam marcas próprias – caso da Qualitá e Taeq, do grupo Pão de Açúcar -, a indústria desenvolve operações de varejo próprias como forma de chegar diretamente ao consumidor. “O segmento industrial não faz a gestão nem investe diretamente, mas tem o controle do know-how e do merchandising”, explica José Carlos Fugice Jr., diretor de consultoria do grupo Bittencourt, voltado para a gestão e expansão de franquias.

Cristina Franco prevê para este ano um crescimento de 10% no faturamento do setor, e a entrada de novas empresas neste mercado em expansão. Hoje, o franchising responde por 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

A executiva destaca o setor de hotelaria e turismo como um dos filões que mais tem apresentado crescimento, com um salto de 85% no faturamento de 2011 em relação a 2010.

“As franquias permitem às empresas crescer com o apoio do capital e da gestão de terceiros. A rede O Boticário, por exemplo, tem 3.220 lojas em 32 anos atuando com o modelo de franquias. Se, no passado, tivesse optado apenas por abrir filiais, talvez tivesse no máximo 500″, estima Wagner Lopes d¿Almeida, diretor de consultoria e expansão da Global Franchise. A empresa é responsável por formatar projetos para o sistema de franquias, assim como em trazer marcas internacionais para o Brasil.

Muitas redes estrangeiras já se instalaram no País e, no momento, adaptam seus serviços à realidade nacional para se lançaram no mercado nos próximos meses.

Confira oito marcas nacionais e estrangeiras que engrossarão o filão do franchising em 2012.

1 Chicco – rede de produtos para bebês
A rede italiana de produtos para bebês já está estabelecida no Brasil com operações próprias e começa a trabalhar também no sistema de franquias. Além de roupas e assessórios para bebês, ela também produz e comercializa produtos próprios de puericultura (trabalhados com madeira), que vão de chocalhos a berços.

2 Quickies – salgados self-service
A marca holandesa de salgados reproduz um modelo comum na Holanda desde os anos 1950. O atendimento é feito pelo próprio cliente, que deposita a quantia relativa ao preço do salgado nas máquinas que os estocam. Isso possibilita uma grande vendagem de produtos num curto espaço de tempo, com a loja ocupando uma pequena área com mesas altas, estilo bistrô, e poucos funcionários. O modelo já está sendo testado na cidade de São Paulo e planeja abrir para franqueados em abril.

3 Quiznos – sanduíches estilo submarino
A rede americana de sanduíches compete mundialmente com a Subway. No Brasil, deve direcionar seu foco ao público com poder aquisitivo mais elevado. Já existem cinco unidades próprias em Brasília, que estão sendo utilizadas para testar o modelo. A marca diz estar aberta a negociação para a implementação de unidades franqueadas.

4 Adcos – comércio de cosméticos
A empresa de cosméticos Adcos, do Espírito Santo, já atuava junto ao consumidor através de unidades próprias e de uma rede de distribuidores. Agora, busca adaptar suas vendas para o modelo de franquias – com ênfase no profissional da saúde aliado ao estabelecimento de lojas físicas.

5 Lifemen – clínicas de urologia
Criada por um grupo de urologistas, a Lifemen é uma franquia de clínicas voltadas para o público masculino com problemas de ereção e outras disfunções sexuais, como ejaculação precoce. Foram desenvolvidos tratamentos e produtos próprios que ficam à disposição do franqueado. Desde o início do ano já há duas unidades operando, uma no Rio de Janeiro e outra em Minhas Gerais.

6 Temakeria e Cia – restaurantes de comida japonesa
Já estabelecida com seis unidades próprias em São Paulo, a rede de restaurantes Temaqueria e Companhia busca crescer com o modelo de franquias tanto em shoppings quanto em lojas de rua, que permite horário de atendimento mais extenso.

7 Urban Arts – galerias virtuais
Trata-se de um modelo de galeria de arte virtual já difundido em outros países. No portal da Urban Arts serão comercializados trabalhos de artistas, designers e ilustradores. No Brasil, o negócio vem sendo testado pelo designer gráfico André Diniz desde 2008 e passou a adotar modelo de franquias neste mês de março.

8 Usina de massas – restaurantes
A rede de restaurantes já conta com sete operações próprias em praças de alimentação de Porto Alegre (RS). Agora, quer ampliar sua operação pelo Brasil com o modelo de franquias voltadas para praças de alimentação.

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