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Guerra de franquias nas praças de alimentação


Domino’s, Pizza Hut, Parmê e Vivenda do Camarão investem na adaptação de seus produtos e dos pontos de venda para modelos que atendam às necessidade dos clientes

Por Cláudio Martins, do Mundo do Marketing | 11/01/2012

franquias,alimentação,shoppings,domino's,parmê,vivenda do camarão, pizza hutA disputa pelo consumidor na praça de alimentação tem sido o desafio encarado por franquias do setor que mantêm unidades em shopping centers. Empresas como Pizza Hut, Domino’s, Vivenda do Camarão, Spoleto e Parmê investem em ações específicas para o local e adaptam o mix de produtos e formatos dos pontos de venda para atender às demandas dos clientes.

A guerra entra as companhias é justificada pela expansão das franquias de alimentação. No Brasil, segundo um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), no período entre 2001 e 2010, houve um crescimento de 201% no número de lojas do setor. Ao entrar neste espaço, uma das primeiras medidas adotadas pelas empresas é conhecer o perfil do consumidor que frequenta as praças de alimentação para criar ofertas que sejam relevantes e façam o cliente retornar ao ponto de venda.

Recentemente, a Domino’s resolveu apostar no potencial das praças de alimentação.  A companhia criou o formato Domino’s Express, que estreou no mês de dezembro de 2011, com a inauguração da loja no Shopping Interlagos, em São Paulo. Além de colaborar para a expansão da empresa no Brasil, aproveitando a capilaridade dos centros comerciais, a iniciativa pretende fortalecer a marca no país. A meta é chegar a 2016 com 150 unidades em território brasileiro.

Criação de porções individuais
O formato Domino’s Express foi desenvolvido a partir de pesquisas da empresa junto aos consumidores. “Após o recolhimento dos resultados, percebemos uma lacuna no mercado para a venda de pizzas em fatias e essa foi a oportunidade que vislumbramos para criar o modelo voltado para a praça de alimentação”, explica Adriana Copello, Gerente de Marketing da Domino’s no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Além das pizzas em fatias, também é possível encontrar petiscos, como as Batatas Smiles e portões de calabresa acebolada. Outras novidades estão em desenvolvimento para serem comercializadas nas lojas Domino’s Express, como a sobremesa Petit Gateau e as Chicken Wings, asas de frango fritas que têm um bom desempenho nos mercados internacionais da marca.

Em um mês de funcionamento, o novo modelo já apresentou uma média de 250 clientes por dia. Para divulgar o ponto de venda, a empresa apostou em degustações durante a inauguração e este mês realiza uma promoção compre e ganhe que premia os consumidores com copos exclusivos da rede.

A Pizza Hut adota uma estratégia semelhante. Das 19 unidades da empresa no Brasil, 11 estão presentes em praças de alimentação. A companhia também criou porções menores de seus produtos, como uma fatia de pizza que equivale a 1/4 do prato na versão gigante. Além da opção de porções individuais, a empresa também criou produtos para serem consumidos em grupos, que são vendidos a preços promocionais entre quinta e sexta-feira.

Formas para se diferenciar da concorrência
Uma das maneiras encontradas pela Pizza Hut para se destacar ao lado de seus concorrentes foi a aquisição de espaços próprios nas praças de alimentação e atendimento nas mesas. “A Pizza Hut foi uma das primeiras empresas a adotar esta medida como diferencial, com a proposta de tornar o atendimento semelhante ao mesmo encontrado em restaurantes”, afirma Anna Carolina Salles, Gerente de Comunicação da Pizza Hut, em entrevista ao portal.

Outra ação utilizada pela empresa para atrair os consumidores é a entrega dos cartões de fidelidade Club Pizza Hut, válidos por três meses e que concedem 12 descontos de 40% no consumo de produtos nos pontos de venda. A rede também já realizou promoções com foco em estudantes portadores da Carteira Mundial do Estudante da International Student Identity Card (ISIC), oferecendo produtos para este público pela metade do preço.

Já a forma encontrada pela rede de franquias carioca Parmê para as suas lojas nos shopping centers foi a realização de promoções a partir da internet. “Realizamos ações pontuais nos perfis da marca no Twitter e no Facebook enviando vouchers com descontos válidos paras os pontos de venda instalados nas praças de alimentação, como forma de trazer os consumidores para as nossas lojas. Além de oferecer os combos promocionais, os clientes têm ainda a possibilidade de customizá-los ao seu gosto”, diz Luiz Antônio Jaeger, Gerente de Operações do Grupo Parmê, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Ações para gerar fluxo entre o almoço e o jantar
Uma das preocupações das empresas é gerar movimento em suas lojas nos intervalos entre o almoço e o jantar, quando o número de clientes cai. Na estratégia da Parmê para os pontos de venda do modelo Express, a empresa define horários fixos para a validade dos vouchers promocionais distribuídos na internet. Outra ação adotada é a abordagem dos consumidores por promotores de venda, sugerindo os pratos do cardápio da rede.

Já a Pizza Hut vende determinados produtos do cardápio a preços promocionais no período entre 15h e 18h para trazer os clientes à suas lojas e aproveitar também o momento em que parte dos colaboradores dos shoppings e prédios comerciais vizinhos sai para almoçar. Outra ação da empresa para tornar a experiência dos consumidores a melhor possível foi a instalação de totens digitais que permitem à companhia ter relatórios em tempo real sobre o atendimento e os pontos que necessitam de melhorias.

O tempo de espera é um dos quesitos mais importantes para os consumidores que frequentam as praças de alimentação. Segundo dados da ABF, 84% dos clientes não gostam de aguardar mais do que 10 minutos em filas para serem atendidos.

franquias,alimentação,shoppings,domino's,parmê,vivenda do camarão, pizza hutRenovação do cardápio com frequência
A partir do objetivo de tornar o atendimento  mais ágil surgiu o modelo de franquias da Vivenda do Camarão, que se posiciona como fast food e tem a proposta de vender pratos à base do crustáceo e de frutos do mar a preços acessíveis. O primeiro ponto de venda neste modelo surgiu ao lado de um restaurante da empresa, no MorumbiShopping, em 1986. Uma das apostas da empresa para atingir diversos públicos é trabalhar com seis tipos de preços diferentes.

“Anteriormente, a maior parte do público que frequentava nossas lojas era das classes A e B e hoje notamos um expressivo crescimento de consumidores da classe média, fruto do bom momento vivido pelo brasileiro”, ressalta Carla Matias, Gerente de Marketing da Vivenda do Camarão, em entrevista ao portal.

Além do preço, a empresa aposta na venda de combos promocionais para atrair os consumidores. Na compra de um prato do cardápio com uma bebida, por exemplo, os clientes ganham a sobremesa. A rede também renova constantemente o seu portfólio ao realizar “festivais” no começo das estações do ano com opções produzidas à base de pescados e produtos sazonais.

Em 2012, a Vivenda do Camarão completará 28 anos e, para comemorar, no mês de junho serão realizados sorteios de 28 prêmios, incluindo um carro 0 km. Atualmente, a rede tem se empenhado em expandir sua atuação no Brasil, restrita às praças de alimentação, planejando a inauguração de 30 lojas neste ano, para somar aos 135 pontos de venda já em operação. Recentemente, a Vivenda do Camarão também iniciou um processo de internacionalização, ao inaugurar unidades na República Dominicana e no Paraguai, em 2011.

McDonald’s limita novas lojas a empreendedor franqueado


Desde 2004, a companhia não abre vagas para novos empreendedores. Hoje, as franquias são divididas entre 61 empresários, que detêm 25% de seus .... Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Desde 2004, a companhia não abre vagas para novos empreendedores. Hoje, as franquias são divididas entre 61 empresários, que detêm 25% de seus restaurantes no País


O Brasil é um dos cinco países onde a rede americana de fast food McDonald’s mais cresce no mundo. De acordo o Guia Oficial de Franquias da Associação Brasileira de Franchising (ABF) de 2011, a rede possui 616 restaurantes espalhados em todas as regiões do País. “Dos mais de 600 restaurantes que existem no Brasil, 75% são próprios e 25% franqueados”, afirma Rogério Barreira, diretor do departamento de Operações e Franquias da Arcos Dourados no Brasil – operadora do McDonald’s na América Latina.

Os dados tornam tentador fazer a aquisição de uma franquia da marca, mas desde 2004 a companhia não abre essa possibilidade para novos empreendedores. Desde então, os restaurantes inaugurados são administrados pelos 61 empresários que já eram parceiros da marca.

Segundo Barreira, a medida foi tomada para fomentar o desenvolvimento dos empreendedores que já faziam parte da rede. A decisão se aplica a todos os países da América Latina. “É um estímulo ao crescimento orgânico do sistema. Dessa forma damos condições para que os franqueados cresçam em conjunto com a operação da marca no país”, explica. Apesar de receber muitos pedidos de interessados em novas franquias, o McDonald’s afirma que não tem previsão de mudar o atual formato da operação.

De acordo com Carlos Emílio Cavaliere Sartorio, franqueado e presidente da Associação Brasileira dos Franqueados McDonald’s, as cláusulas contratuais da rede não permitem que a posse da franquia seja repassada a terceiros. “A companhia utiliza o conceito de franquia pessoal. No meu caso, por exemplo, havendo uma fatalidade a franquia pode ser repassada para a minha esposa ou a um dos meus filhos – desde que sejam aprovados pelo McDonald’s. Também posso vender as minhas lojas para outro franqueado, mas desde que a negociação seja aprovada pela corporação”, diz.

Para Cavaliere, a medida foi uma maneira de controlar o crescimento da rede, que à época dava mostras de estar se tornando desorganizado. “Admitir um novo franqueado não cabe aos próprios franqueados. Acho que a corporação tomou essa decisão para homogeneizar o grau de maturidade das franquias”, afirma. “Hoje, o empresário mais novo de casa tem onze anos de parceria com a rede. O grupo atual entende as mudanças e investimentos que precisam ser feitos nas lojas”, diz ele.

A Associação dos Franqueados estima que o número de lojas franqueadas continuará se expandindo. De acordo com o presidente da associação, nos últimos cinco anos foram abertos 40 novos restaurantes franqueados.

O setor
O McDonald’s atua no Brasil há 33 anos. Já sua primeira franquia foi aberta em 1987, em Brasília. Mas nem só de Big Macs vive o mercado de fast food de sanduíches. A companhia conta com concorrentes de peso no Brasil, como as redes Burguer King, Bob’s, Giraffas, Habib’s e Subway. O Bob’s, por exemplo, tem 750 restaurantes em todo o País.

Segundo pesquisa feita pela GS&MD – Gouvêa de Souza, consultoria empresarial especializada em varejo, marketing e canais de distribuição, até 2010 o setor de fast food representou 12% da participação de vendas da indústria alimentícia. Os outros 88% em participação estão divididos entre lanchonetes (11%), bares (13%), padarias (15%), restaurantes (23%) e demais segmentos (26%).

O McDonald’s em números
Setor: Alimentação
Resumo do negócio: Restaurante fast food de hambúrgueres
Número de unidades: *616
Unidades próprias: *453
Unidades franqueadas: *163
Faturamento médio mensal: *R$ 560 mil
Taxa de royalties: *5% do faturamento líquido
Taxa de propaganda: *4,3% do faturamento líquido
Capital para instalação: *R$ 1 milhão a R$ 2,5 milhões
Taxa de franquia: *R$ 75 mil a R$ 85 mil
Capital de giro: *Não exige
Prazo de retorno estimado: *60 a 84 meses
Lista de principais concorrentes no segmento: Burguer King, Bob’s, Girafas, Habib’s e Subway.

*Informações extraídas do Guia Oficial de Franquias da Associação Brasileira de Franchising (ABF) de 2011. A rede McDonald’s não disponibiliza dados sobre seu desempenho econômico.

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Especial para o Terra

Redes de Franquias devem movimentar mais de R$ 100 bilhões em 2012


Matéria reproduzida da revista Franquia & Negócios – Edição 40 Por Gerson Genaro

O franchising brasileiro deve crescer 15%  e superar a barreira dos R$ 100 bilhões em 2012, prevê a vice-presidente da Associação Brasileira de Franchising, Cristina Franco.

Uma das razões para a forte expansão do setor é a entrada da indústria no sistema, para aproveitar as vantagens de operar um modelo de negócios que cria seu próprio canal de distribuição. Existe o movimento de muitas indústrias substituirem o risco fabril pela alternativa de participar da apropriação também do lucro mercantil, assinala Cristina. Entre as mais notáveis estão a Hering, Coteminas, Portobello, Marisol, Alpargatas, Boticário, Hope e Dudalina.

`Elas servem de referência às demais indústrias, ao mostrarem o caminho de crescimento para suas marcas. A indústria brasileira precisa se preparar para não desaparecer por conta da crise mundial e, principalmente, para o cenário permanente de intensa competição`, reforça a vice-presidente da ABF.

A razão é simples. O ambiente empresarial para as indústrias ficou quase irrespirável com a maior competição dos importados, especialmente da Ásia, aumento de impostos, juros elevados e demais encargos que dizimam suas margens de lucro. O franchising surge como opção salvadora para uma indústria que despencou verticalmente na participação do PIB, de 47% pouco tempos atrás para apenas 17% agora.

A crescente desindustrialização reflete, em parte, a falta de investimentos em inovação e modernização, fraquezas históricas, mas também o avanço dos produtos importados que, sem espaço nas combalidas economias mundiais, ameaçam desabar em nosso mercado. A formação de redes estruturadas de varejo funciona como uma blindagem contra o fogo cruzado da globalização.

Como a montagem de lojas próprias requer altos investimentos, o franchising torna-se uma solução para a expansão acelerada das marcas por arregimentar empreendedores dispostos a dividir capital e o risco do negócio. Ter uma rede estável e rentável passou a ser um dos pontos de maior disputa no cenário empresarial no momento.

Setor cresce sem parar

O franchising brasileiro mostra um fôlego impressionante, cresce sem parar a mais de dez anos. O setor fechou 2011 com R$  86 bilhões de faturamento, 15% acima de 2010, antecipa a vice-presidente da ABF. O universo de marcas também  cresceu 8%,  para 1.855. E agora são 90 mil lojas franqueadas, acréscimo de 10% em relação ao período anterior. O potencial de expansão é imenso quando comparamos a trajetória do franchising em outros países maduros, como nos Estados Unidos, por exemplo. Lá existem mais de 800 mil pontos de venda. Avançamos muito, mas existe um longo caminho a percorrer, destaca Franco.

A grande novidade em 2011 e que aponta uma tendência daqui para frente, é que grandes nomes da indústria descobriram o franchising e devem desembarcar no segmento com maior força a partir de agora, para compensar a queda de faturamento da atividade industrial com a maior margem gerada pela rede própria de varejo. O presidente de um dos maiores conglomerados operacional de produtos têxteis de cama, mesa e banho do mundo, a Coteminas, dona da Springs Global Participações, com faturamento acima de R$ 2,5 bilhões e detentoras de marcas famosas (MMartan, Artex, Santista) aposta no franchising como o futuro para suas marcas.

`Perdemos o medo do varejo após o excelentes resultados obtidos com as franquias da MMartan`, reconhece o empresário Josué Gomes da Silva. De uma só tacada abriu 30 novas lojas com a bandeira Artex e, em breve, inicia o sistema de franquias. A procura por franquias  já é forte.

`Acredito que a imensa maioria das novas lojas será franqueada. Na medida que tivermos segurança de oferecer um excelente negócio aos futuros empreendedores iremos abrir para franquias. Parceria significa que todos ganhem, queremos ter certeza de que os varejistas irão ganhar`, destaca Josué.

A rede MMartan mostrou o caminho a ser seguido. Após adotar o sistema de franquias em 2003 conseguiu se reposicionar no mercado e ganhou maior dimensão, hoje fatura mais de R$ 210 milhões, com mais de 170 lojas em 23 Estados.

A entrada de pesos-pesados não significa que o segmento ficará mais elitista. Ao contrário, aponta Cristina, o setor deverá receber em 2012 um exército de empreendedores por conta da forte expansão das microfranquias (redes com investimentos inicial até R$ 50 mil). A previsão é de crescimento acima de 20% e em volume superior a 12 mil novas unidades distribuídas pelo País. A inclusão de pequenos empresários no sistema representa uma resposta ao combate à informalidade da economia, ainda elevada no Brasil.

Segundo a ABF, já existem 260 marcas neste formato, cerca de 14% do total de marcas de franquia do Brasil.

`Com as microfranquias começamos a monitorar a ascensão dos emergentes ao mercado de consumo. O franchising acompanha o novo Brasil e retribui ao oferecer milhares de novas oportunidades. Nossa missão será qualificar ainda mais os novos empreendedores`, enfatiza Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF

Expansão em 2012

A crise internacional assusta, mas o franchising vai crescer pelo menos 15% em 2012, estima Cristina Franco.

`Mas estamos com um otimismo responsável. A simples ameaça de crise fará com que as empresas despertem para a necessidade de se prepararem melhor, terem novos canais de vendas para escoarem seus produtos. Acreditamos em crescimento de 15 % para 2012, por diversas razões. Novas marcas querem entrar no sistema para aproveitar a solidez do franchising brasileiro, que atingiu um ponto elevado de maturidade. Vemos com bons olhos a entrada de novas indústrias no setor após descobrirem as vantagens de ter um canal  cativo de vendas por meio de lojas franqueadas. Temos apenas 90 mil pontos, significa que o potencial de expansão é enorme, com o advento da nova classe média e do próprio crescimento da economia brasileira`, ressalva a dirigente.

Todo ano, diferentes setores da economia se destacam com maior potencial de crescimento. Para 2012, entre os segmentos que devem puxar a expansão despontam alimentação, vestuário, acessórios, serviços e calçados, avalia Cristina.

`Para os que pretendem entrar no franchising recomendo que, fundamentalmente, invistam naquilo que gostem de fazer, para terem maiores chances de sucesso. E que se informe antes sobre seus direitos e deveres, para uma escolha consciente`.

O principal entrave ainda é a escassez de novos espaços comerciais para abrigar as franquias e o alto valor do aluguel nos shopping centers.

`Hoje, as grandes marcas do franchising atingiram uma importância relevante na oferta dos shopping e a ABF está atenta ao problema dos altos valores das locações, em constante diálogo com o setor para balizar melhor os preços e evitar descompassos indesejáveis dentro de uma saudável política de ganha-ganha. A saída  para o gargalo da falta de espaço será ocupar mais os pequenos centros e galerias comerciais, as lojas de ruas e os novos shopping em construção no interior do País`, aponta Cristina`.

A interiorização é uma realidade

O número de shopping centers no interior deve ultrapassar o dos grandes centros pela primeira vez em 2011, aponta a Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping). Em 2010, 50,13% dos empreendimentos estavam nas capitais e 49,87% fora delas, mostra recente levantamento da entidade em conjunto com o Ibope Inteligência.

Atualmente existem 124 empreendimentos em construção no País – 65% no interior, com a previsão de serem inaugurados até o primeiro semestre de 2013. Os investimentos nos projetos somam R$ 6,331 bilhões.

`Os novos centros de consumo regionais também irão atrair as nossas franquias e a ABF oferece suporte técnico para as empresas que desejarem ocupar os novos centros fora dos grandes centros`, observa Cristina Franco.

Com ou sem agravamento da crise internacional, o franchising se prepara para manter o crescimento sustentável. Tanto assim, destaca Cristina Franco, que a formação de capital humano e a melhoria da capacitação são prioridades para 2012. A sede da entidade será ampliada e passará a contar com um andar exclusivo, de 560 m² e 150 lugares, para aumentar a oferta de cursos e eventos voltados para a profissionalização do setor, anuncia a vice-presidente da ABF.

`Nosso setor está consolidado, não enfrentamos problemas como restrição de crédito, como já acontece em relação a diversos setores. Temos fortes parcerias com instituições financeiras a agências de fomento. Há uma oferta consciente, séria e respeitosa  de crédito para nossas marcas e, por tudo que acontece de positivo no setor, iremos continuar nossa expansão por muitos anos`, enfatiza a vice-presidente da ABF.

Depoimentos

`Avaliamos que o ano de 2012, apesar da crise mundial que de uma forma ou de outra irá trazer alguns efeitos para o mercado brasileiro mas, com certeza, de menor intensidade, não irá atrapalhar muito o varejo nem o setor de franquias que tem bom potencial para continuar a crescer em função da demanda da economia interna brasileira que continua mostrando fôlego. O que está crescendo no varejo é o volume de negócios com expansão e novos mercados emergentes potenciais e não necessariamente incremento na mesma base, que cresce, mas em proporções mais modestas. Em função deste cenário, estamos otimistas. Em 2012, esperamos crescer 15% em faturamento de toda a rede, considerando as lojas atuais e as novas, tendo uma base de 340 pontos ativos, 30 lojas a mais que este ano de 2011` João Batista, diretor de franquias do Rei do Mate

`A expectativa para o ano de 2012 é muito boa para o setor de franchising em geral, principalmente para a área de ensino de idiomas. O Brasil vive um bom momento, apesar da crise internacional. Com a proximidade da realização da Copa do Mundo 2014 e dos Jogos Olímpicos 2016, a tendência é que aumente a procura por cursos de inglês por parte das pessoas interessadas em trabalhar nos eventos esportivos. Outro fator bastante positivo é a ascensão da classe média brasileira, que passa a investir cada vez mais em educação. Ou seja, acreditamos que o ano de 2012 será muito positivo para o CNA.` Leonardo Cirino, diretor de marketing do CNA

`O setor do franchising deve fechar 2011 com faturamento de R$ 86 bilhões, crescimento de 15% em relação ao ano de 2010. Já são quase duas mil marcas em atividade no País. Os dados são da Associação Brasileira de Franchising. O segmento de beleza é um dos que mais cresce. O Brasil é, atualmente, um dos maiores consumidores de produtos e serviços estéticos do mundo. Neste contexto, a rede de franquias Não+Pêlo, líder mundial em fotodeplilação, é um produto inovador que está se expandindo por todo o Brasil` Luís Brás, diretor nacional da rede Não+Pêlo.

`Marca de tradição e vanguarda no ensino de idiomas, a Fundação FISK considera 2012 um ano promissor para expansão de sua rede no Brasil e exterior. O franchising brasileiro é um dos mais fortes no mundo e, ao lado de marcas tão importantes, temos orgulho de fazer parte de um grupo sólido e bem consolidado no mercado. Para o próximo ano, esperamos revelar mais cada vez mais empreendedores e contribuir, com isso, para formação de um País compromissado em `dominar o conhecimento` com educação e ética Prova disso, é o quanto a Fisk vai investir em propaganda: trará a Paloma Bernardi e Bruno Gagliasso como os personagens em seu filme publicitário, além de renovar com o Corinthians e ainda retomar ao projeto Verão Espetacular da Rede Globo de televisão`. Christian Ambros, diretor da Fundação FISK

`O franchising brasileiro cresce numa velocidade acima da média de outros segmentos atraindo potenciais investidores ávidos por negócios rentáveis e marcas sólidas.

Aliada esta atratividade à expansão do mercado de shopping centers, temos todos os motivos pra acreditar que 2012 será um ano importante para franqueadores e franqueados se prepararem, arregaçarem as mangas  e começarem a plantar os frutos que irão colher nos próximos anos, principalmente nos eventos de Olimpíadas e Copa do Mundo.

A Puket encerra 2011 com 95 lojas em operação. Estamos consolidando nossa presença nas regiões Norte e Nordeste e em 2012 alcançaremos a marca de 100 lojas, sendo nosso objetivo fechar o ano com 15% de crescimento em número de unidades.` Liliana Martins, gerente de Expansão da Puket

`As expectativas para o setor em 2012 são as melhores possíveis, pois o Brasil, apesar da recessão mundial, continua com a economia aquecida a pleno vapor. A prova disto é a enorme quantidades de novos shopping que serão abertos em 2012 (aproximadamente 45), e a Star Point como a rede de lojas moda praia surf e skate e referência neste segmento, possui um plano de expansão para a abertura de pelo mais oito novas lojas. Outro fator que alavanca o crescimento de franquias, são as facilidades para se adquirir crédito, pois os famosos e burocráticos financiamentos estão cada vez mais com taxas atrativas. André Pecoraro, diretor de Marketing da Star Point

`A disposição do brasileiro em empreender impulsiona o franchising nacional. O setor fecha o ano com faturamento de R$ 86 bilhões. Números do Global Entrepreneurship Monitor levantados em 2010 apontam a população brasileira como a mais empreendedora do G20 e do BRIC. O Nordeste concentra potencial para o setor em 2012. Em 2010, a região foi a segunda colocada em geração de emprego, mas ainda é carente de qualificação profissional. O Nordeste será o foco dos investimentos da Easycomp Plus em 2012.` Jaques Grinberg Costa, diretor executivo da Easycomp Plus.

Franquias no Nordeste crescem 2,5 vezes mais que no País


A rede de restaurantes fast food Griletto planeja inaugurar deve unidades novas no Nordeste este ano. Foto: DivulgaçãoA rede de restaurantes fast food Griletto planeja inaugurar deve unidades novas no Nordeste este ano
Foto: Divulgação


Vai longe o tempo em que o Nordeste era sinônimo apenas de destino turístico. Dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising) mostram que, nos últimos dois anos, o modelo de negócios de franquias teve um crescimento significativo na região. Os estados da Paraíba, Ceará e Alagoas foram os que mais impulsionaram essa tendência. Enquanto o segmento de franquias cresceu numericamente 12,9% entre 2009 e 2010 no País como um todo, no Nordeste o desempenho foi substancialmente maior: 32,7%. Na região, o número de franquias cresceu 2,5 vezes mais que a média nacional.

De olho no potencial do mercado regional, em novembro de 2011 a ABF realizou pela primeira vez uma feira de franchising fora da região Sudeste. O evento aconteceu em Recife, cidade que é hoje o maior polo nordestino de franqueadoras: conta com 28 redes. A capital pernambucana já é a sétima do ranking brasileiro em número de franquias.

O empreendedor que deseja expandir seu negócio para o Nordeste tem de estar atento a dois pontos fundamentais: logística e mix de produtos. “É preciso ter certeza de que os processos de distribuição longe da matriz não vão encarecer o produto final”, afirma Ana Vecchi, sócia-diretora da consultoria Vecchi Ancona – especializada em franquias, varejo, indústria e serviços. Segundo ela, o primeiro passo é se estruturar para, então, partir para novos mercados. Com relação aos produtos, é importante observar as preferências locais e, se necessário, fazer adaptações nos artigos a serem comercializados na região.

“Os benefícios para uma marca que vai para o Nordeste são: reconhecimento, consolidação do produto – e, consequentemente, da empresa -, aumento do faturamento e a oportunidade de crescer com uma região que se desenvolve rapidamente”, diz Ana.

Para ela, a expansão da classe média local e o aumento do consumo tornaram o Nordeste promissor para o franchising. “Antes, a franquia tinha espaço porque havia carência de produtos e serviços. Isso mudou, porque as pessoas cada vez mais podem, e querem, consumir”, explica.

Como consequência da explosão do consumo, aumentou também o número de shopping centers na região – locais que oferecem grande visibilidade para franquias. Segundo estudo divulgado em dezembro pela Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), 113 shoppings estão em construção no País. A previsão é de que eles estarão prontos até meados de 2014, sendo que o Nordeste detém o segundo lugar no ranking de regiões que sediarão esses empreendimentos.

Os segmentos que mais se destacam no aumento de franquias, de acordo com a ABF, são alimentação, saúde e beleza, educação e treinamento, negócios e serviços. Na região, também foram criadas 47 novas marcas de franquias – a maior parte delas em 2009 e 2010.

Griletto
A rede de restaurantes fast food especializada em grelhados e parmegianas, que tem previsão de faturamento de R$ 75 milhões para 2011, estima que ultrapassará a marca dos R$ 100 milhões em 2012. E o Nordeste, onde hoje a marca possui três unidades, é considerado prioridade.

“O setor de franchising tem se expandido além da média nessa região, o que reforça nosso interesse em investir na área. Além disso, levamos em conta o potencial de crescimento e de incremento da renda per capita da população nordestina nos próximos anos”, afirma Ricardo José Alves, sócio-proprietário da Griletto. A projeção é de que serão abertas dez novas unidades este ano no Nordeste brasileiro.

Com relação ao aspecto operacional do negócio, Alves explica que uma das grandes preocupações da rede foi a logística. A equação se resolveu com a contratação de uma multinacional do setor de food service, que é responsável por toda a distribuição dos produtos.

“Agora, conseguimos garantir que os nossos produtos chegarão com a mesma qualidade em qualquer ponto de venda”, afirma o empresário. Para se adaptar à cultura culinária regional, a marca hoje conta com a opção de feijão tropeiro em suas lojas.

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Especial para o Terra

Eike Batista recomenda franquia para empreendedor iniciante


 

Domino’s Pizza inaugura modelo de franquia para shoppings


Rede apresenta novidades no cardápio dos novos pontos de venda como pizza em fatias por R$ 2,90

Letícia Alasse, do

 

A Domino´s Pizza atingiu 5,6 bilhões de dólares com as vendas no mundo em 2009

Empresa pretende chegar a 150 lojas no Brasil até 2016

Rio de Janeiro – A Domino’s Pizza inicia um plano de expansão para os shopping centers. A empresa inaugurou recentemente, no Shopping Interlagos, em São Paulo, um modelo de franquia voltado para as praças de alimentação.

Até então, a rede trabalhava apenas com lojas de rua e foco na entrega de produtos em domicílio. A Domino’s Express traz mudanças no cardápio, como pizzas em fatia por R$ 2,90, além de petiscos de batatas “Smile” e filezinho de frango.

Com a ação, a empresa pretende ampliar sua atuação no país e atingir novos públicos. O investimento inicial deste modelo é de R$ 400 mil, cerca de 30% menos do que o gasto com uma franquia de rua. Até 2016, a Domino’s pretende alcançar 150 lojas no Brasil, mas, com a expansão do novo modelo de franquia, a marca acredita que pode atingir a meta em 2014.

A empresa possui interesse de franquear nos principais shoppings do Rio de Janeiro, como Barra Shopping, RioSul, Nova América, Norte Shopping e Center Shopping Rio, para aproveitar as oportunidades criadas na cidade carioca com os eventos da Copa do Mundo e Olimpíadas.

Em novembro, a China in Box também iniciou a sua expansão para lojas em centros comerciais, com abertura do ponto de venda no Shopping Metro Boulevard Tatuapé, em São Paulo.

Setor de franquia deve crescer 15% este ano, prevê ABF


Fonte: InfoMoney

SÃO PAULO – O setor de franquias  brasileiro deve fechar 2011 com crescimento de 15%, na comparaçãocom o mesmo período do ano passado, chegando a R$ 86 bilhões. É o que estima um levantamento realizado pela ABF (Associação Brasileira de Franchising).

Este ano, o número de marcas e unidades deve registrar expansão de 10%, frente a 2010.

O presidente da ABF, Ricardo Bomeny, afirma que, apesar dos números serem positivos, o alto custo dos imóveis de forma geral e das locações em shopping centers foi, no último semestre, o principal limitador da expansão do setor.

Segundo ele, a saída para lidar com este problema são as galerias comerciais e as lojas de rua. Atualmente, existem no País 1.855 marcas com 90 mil lojas franqueadas.

Previsão para 2012
Em relação ao cenário futuro, a associação continua otimista para 2012. No próximo ano, o setor de franquias deve alcançar alta de 15%, com uma expansão de 8% no número de marcas e de 9% a 10% no número de unidades.

Entre os segmentos que deverão ser destaque no próximo ano, estão as microfranquias, cujas marcas têm investimento de até R$ 50 mil. “A previsão é que esse segmento continue crescendo em torno de 20% em 2012”, acrescenta.

O diretor-executivo Ricardo Camargo acrescenta que, apesar da crise nos Estados Unidos e na Europa, a expansão internacional também volta a ser interessante, com o novo quadro da alta do dólar e os impostos para exportação.

“Os mercados da América do Sul, Ásia e Oriente Médio estão bastante aquecidos e despontam como excelentes focos de internacionalização de franquias”.

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