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Setor de franquias estima crescer até 15% em 2012

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) afirma que o crescimento das classes C e D abriu espaço para o surgimento de um novo modelo de negócio: .... Foto: Shutterstock/Especial para TerraA Associação Brasileira de Franchising (ABF) afirma que o crescimento das classes C e D abriu espaço para o surgimento de um novo modelo de negócio: as microfranquias
Foto: Shutterstock/Especial para Terra

Um ano tão promissor como foi 2011. É nisso que aposta o setor de franquias para os próximos 12 meses. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), a estimativa é que o mercado pode crescer até 15% em 2012. “Já para os próximos anos, estamos contando com o que chamamos de otimismo responsável. Esperamos crescer, mas estamos de olho no que vai acontecer na economia brasileira”, diz a vice-presidente da ABF, Cristina Franco.

A expectativa de manter o setor crescendo acima dos 10% este ano se apoia nos estudos iniciais do balanço de 2011, que será fechado em março. A ABF calcula que o franchising faturou R$ 86 bilhões no ano passado e que o aumento no número de marcas e de unidades atingirá os 10%.

Para 2012, a expectativa em relação à expansão das redes e unidades também é boa. A associação projeta um crescimento de 8% em número de marcas e de 10% no de unidades, franqueadas ou próprias.

De acordo com a diretora da ABF, não há como destacar um segmento do franchising em particular como responsável pelas boas expectativas. Para ela, os números são resultado da evolução do setor como um todo. “Para crescer dois dígitos por seis anos seguidos, foi necessária a contribuição de todos os segmentos do franchising. Em resumo, todas as áreas estão crescendo”, comenta.

Para Cristina, o franchising vem fazendo sucesso devido à estrutura e à maturidade que mostrou nos últimos anos. “Sem dúvidas, nós já atingimos a maturidade no mercado nacional. Instalamos no Brasil as melhores práticas que o sistema pode oferecer. Treinamento, fundo de marketing, contratos claros e suporte operacional”, diz ela.

A vice-presidente comenta ainda que os altos aluguéis comerciais e as pesadas taxas tributárias são alguns dos fatores que impedem uma evolução ainda maior do franchising no País. “Esses dois fatores precisam ser repensados para que a economia possa se movimentar e para que mais postos e pontos de venda sejam estabelecidos através do sistema de franchising”, afirma.

Microfranquias
Desde 2009, o setor vem consolidando mais um formato de franquia: as microfranquias. O conceito define as redes que têm como custo total de implantação até R$ 50 mil. Segundo Cristina, as microfranquias entraram no mercado acompanhando o crescimento das classes C e D, que emergiram graças a boa situação econômica do País. “Elas são opções de empreendimentos formais destinados à nova classe média. Hoje, é possível pensar em negócios para empresários com poder aquisitivo menor”, explica.

As microfranquias representam 14% do total das marcas de franquias no Brasil, com 260 redes e 12 mil unidades – próprias e franqueadas. De acordo com a ABF, a estimativa é que este mercado crescerá cerca de 20% em 2012. Na média entre os dois modelos, o setor projeta crescer 15% este ano.

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